Jack Brabham, ou "Black Jack", como o alcunhavam os restantes pilotos pelas suas jogadas de risco, foi um herdeiro discreto da geração Fangio, Farina e Ascari. Rústico, tímido e simples o piloto australiano pôs termo à era dos pilotos cavalheiros...
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O título mundial de Jack Brabham, em 1959, foi o primeiro atribuído verdadeiramente a uma inovação técnica. O Cooper de Brabham foi dos primeiros bólides com motor traseiro, colocando um ponto final nos vistosos, mas pouco eficientes, carros que até então dominavam o Mundial. |
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Mecânico na Austrália, rústico e muito tímido, Jack Brabham não foi logo aceite pela comunidade automobilística, mal-grado o seu título mundial. Aliás, desde o seu início em 1955, ao volante de um Aston Martin, o australiano praticamente não assegurara resultados de vulto. |
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No final do Mundial do ano seguinte, porém, o seu nome já tinha outro significado: ganhou fama de ser um piloto brutal, violento, sem subtileza, no ano em que a Fórmula 1 aumentou a cilindrada autorizada com os motores de 3 litros. Brabham, porém, insensível às críticas, ganhou cinco provas de rajada. E o segundo título mundial não foi mais que uma formalidade. Em 1962, fundou a sua própria marca que, durante os anos seguintes, correu nas Fórmulas 2 e 3, fazendo algumas experiências na Fórmula 1. Por esse motivo, a carreira do australiano foi algo prejudicada, uma vez que a sua marca exigia presenças em especialidades diversas, pelo que "Black Jack" não se pôde concentrar apenas na Fórmula 1. |
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Em 1966, porém, já com 40 anos, "o homem dos cangurus", como lhe chamava Jim Clark, venceu quatro Grandes-Prémios e sagrou-se tri-campeão mundial com uma facilidade tremenda. Até 1970, Jack Brabham marcou presença no "circo" da Fórmula 1, tendo alcançado um 2º lugar no Mundial de 1967. Não foi brilhante, nem especialmente veloz. Nada disto impediu, todavia, que Jack Brabham fosse o piloto melhor sucedido depois de Juan Manuel Fangio. E ao seu palmarés juntou a proeza rara de ser o primeiro piloto ao serviço da sua própria marca ! |