Muitos acreditam que o alemão Michael Schumacher dificilmente terá os seus recordes batidos na Fórmula 1.
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Segundo Jochen Mass, o seu mentor na Mercedes, Schumacher é um super-atleta. Estreou-se aos 22 anos na Jordan, depois de Bertrand Gachot ser preso por uso de gás lacrimogéneo numa rixa... Aos 23 anos venceu o Grande-Prémio da Bélgica e, em 1994, tornou-se óbvio que "Schummi" seria o sucessor natural de Senna, apesar das cenas pouco edificantes de Adelaide'94, quando albarruou Hill, e Jerez'97 quando tentou fazer o mesmo com Jacques Villeneuve. |
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O piloto começou a chamar a atenção desde a sua estreia na categoria, em 1991, pela equipa Jordan. De lá para cá, foram 91 vitórias, 154 pódios, 68 poles e sete títulos Mundiais (1994 1995 2000 2001 2002 2003 2004). O alemão tornou-se o homem a ser batido nos últimos 16 anos na Fórmula 1. Mas para alcançar esses números Schumacher ganhou muitos inimigos em pista. O que fica pequeno diante da legião de fãs e admiradores que o piloto tem pelo mundo. Schumacher iniciou a sua carreira na Fórmula 1 no GP da Bélgica de 1991. A estreia aconteceu depois de um acontecimento inusitado. O belga Bertrand Gachot, então piloto da Jordan, foi condenado em Inglaterra por uma briga de trânsito (um ano antes) e acabou impedido de disputar aquela prova em Spa-Francorchamps na véspera do GP. À procura de um substituto, Eddie Jordan, dono da escuderia, deparou-se com um então desconhecido piloto no meio da Fórmula 1: Michael Schumacher, que corria com carros protótipos e era protegido pela Mercedes-Benz. O empresário Willi Weber, até hoje com Schumacher, foi quem fez a negociação. Perguntado por Jordan se aquele jovem piloto conhecia o desafiador traçado de Spa, Weber foi categórico: "Sim, claro". A verdade, no entanto, era outra. Schumacher tinha dado apenas algumas voltas na pista... e de bicicleta. Mas o piloto não decepcionou e largou na sétima posição. A prova, no entanto, durou menos de uma volta. Schumacher acabou por abandonar com uma falha mecânica. O facto, entretanto, não prejudicou a imagem do jovem alemão, que no GP seguinte foi convidado para substituir o brasileiro Roberto Moreno, que foi dispensado por Flavio Briatore pela equipa Benetton. Das histórias que dele se contam, uma é paradigmática: durante uma prova do campeonato alemão de "karting", Schumacher conduziu apenas com uma mão no volante; a outra segurou, sem hesitar, um parafuso do carburador, de forma a que este não se soltasse. Schumacher ganhou. Naturalmente... |
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