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terça-feira, 06 de Janeiro de 2009 | 08:07 (F1:34)
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Mónaco

Mónaco: a prova dos nove. Se Rainier é o Príncipe do Mónaco, então Ayrton Senna foi rei do Principado, ao vencer seis vezes, e a conseguir 5 Poles-Positions. Até hoje, nenhum piloto conseguiu igualar tais marcas...

Dos muitos circuitos que povoam o imaginário da Fórmula 1, o do Mónaco assume uma dimensão de culto. Dos 49 Mundiais já realizados, o mais pequeno estado da Europa a seguir ao Vaticano participou em 45, falhando apenas os anos de 1951, 52, 53 e 54.

O fascínio monegasco deve-se sobretudo ao facto de se tratar do primeiro circuito urbano europeu, tanto mais que a topografia do Principado se presta extraordinariamente à competição automóvel.

Na primeira edição a contar para o Mundial de Fórmula 1 (antes já se realizava um GP do Mónaco), Juan Manuel Fangio venceu com uma facilidade arrepiante, mas foi Farina quem esteve em foco, ao galgar as escadas de pedra na curva do Tabac, pondo em perigo dezenas de espectadores.

Na edição seguinte, em 1955, Alberto Ascari e o seu Ferrari caíram ao mar, com grande aparato, mas do acidente não resultaram danos físicos.

A feitura dos
cartazes
do GP do
Mónaco
é sempre
entregue a
artistas
plásticos
locais...

Em 1961, surgiram os primeiros "rails" de protecção, que substituíram os tradicionais fardos de palha; em 66, a organização obrigou todos os pilotos a cumprirem pelo menos 90% do circuito para se classificarem; e, em 67, o Mónaco chorou pela morte de Lorenzo Bandini (Ferrari), naquele que foi o único acidente mortal na história dos 45 GP’s do Principado.

Dois anos depois, surgiram os primeiros "aillerons", enormes e desproporcionais, ao passo que, em 1975, a organização inventou as incríveis grelhas em quincôncio. 1976 foi o ano do espalhafatoso Tyrrel de seis rodas (que, mesmo assim, conquistou o 2º e 3º lugares, com Scheckter e Depailler), e 1981 o ano da tecnologia, no qual o Ferrari de Gilles Villeneuve alcançou a primeira vitória para um turbo.

O cartaz do GP
do Mónaco de 1960.
O Rei do Mónaco,
Ayrton Senna

Três anos depois, no maior temporal de que há memória, Jacky Ickx, director da prova, interrompeu o GP, quando um desconhecido Ayrton Senna, em Toleman, mostrava a Alain Prost como conduzir com chuva!

Os GPs de 1997 e de 98 foram provas sem história, mas basta recuar até 1996 para recuperar o espectáculo de anos remotos: então, Olivier Panis venceu, tendo apenas três pilotos terminado a prova...