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sábado, 04 de Fevereiro de 2012 | 23:14 1

Monza

Monza: o prazer da velocidade. O circuito de Monza desperta a paixão dos italianos: em 1998, o organização quis reduzir a curva Di Lesmo, matando o fascínio que esta sempre provocou nos pilotos e nos adeptos. Os "tiffosi" não deixaram...

Dezoito quilómetros a norte de Milão, situa-se o circuito de Monza, uma referência de todos os amantes da modalidade. Construído em 1922, destruído várias vezes, o circuito manteve o seu carisma, resistindo a rodos os projectos. Afinal, o circuito que albergara os animais do zoológico de Milão durante a II Guerra Mundial e que serviu de palco aos tanques aliados em 1945, para uma parada militar que destruiu quase por completo o traçado, demonstrou ser superior a tudo.

E de facto, de 1950 a 1998, apenas por uma ocasião (1980, em Imola) o Grande-Prémio de Itália se disputou fora de Monza...

Ao longo dos anos, Monza chegou a ter 10 quilómetros de comprimento, aproveitando o enorme e perigoso anel que provocou a ira dos pilotos não italianos, em 1957, dado o risco inerente a um circuito praticamente sem curvas, rodado a velocidades espantosas.Tragicamente, quatro anos depois, o Ferrari do alemão Von Trips derrapou na curva parabólica, matando onze espectadores e morrendo na sequência dos ferimentos.

Os acidentes mortais, de resto, têm sido frequentes. Em 1965, o suíço Spychiger esbarrou violentamente na mesma curva, ao passo que, em 1978, foi "necessária" a tragédia de Ronnie Peterson para despertar as consciências para as medidas de segurança.

Todavia, Monza tem superado os dramas com energia, e, na memória do público, perpetua-se a visão de milhares de bandeiras da Ferrari, sempre que os bólides vermelhos ganham a prova.

Phill Hill em Monza, 1966

Acusada de destruir o ambiente, em 1989, a administração do circuito não hesitou e, por cada árvore arrancada, plantou três. Também por isso Monza é especial...