Quando, em 1972, a Gold Leaf reduziu arbitrariamente o seu patrocínio à Lotus para metade, os construtores perceberam que não bastaria estar ligado apenas a um patrocinador, sobretudo se as aspirações a uma boa classificação não podiam ser cumpridas. 1972 marcou também a primeira ocasião em que um patrocinador trocou de marca, no caso a Yardley, que abandonou a BRM para se ligar à McLaren até 1975.
|
A BRM voltaria a ganhar um lugar na história, quando acolheu a Marlboro, porventura o mais célebre patrocinador da Fórmula 1. As exigências da tabaqueira, porém, foram terríveis, já que a BRM foi forçada a manter quatro bólides na temporada de 73. Em 1976, o prestigiado construtor estava quase falido, e a Marlboro já se juntara à McLaren (1974), com a qual formou a mais longa parceria da história da Fórmula 1... |
|
Os projectos mais ou menos loucos continuaram durante a década de 70. Em 1973, a Brabham apresentou uma terceira viatura, paga pela Ceramica Pagnossin, que exigiria Andrea de Adamich como piloto; no último GP de 1974, apareceu a Penske, de Roger Penske, financiada pelo First National City Bank apenas para aparecer no circuito norte-americano de Watkins Glen; em 1977, Lord Hesketh apostou no jovem Keegan para pilotar um dos seus bólides. A surpresa: O Hesketh era patrocinado pela revista "Penthouse"... |
|
Em 1975, surgiu o primeiro bólide brasileiro, o Coopersucar, que levava o nome da cooperativa nacional que controlava 50% da produção de açúcar. Mas, para a história, ficou o facto de, pela primeira vez, um governo (no caso, o brasileiro) apoiar declaradamente uma equipa de Fórmula 1... Se os anos 70 marcaram a ascensão dos pequenos construtores aventureiros, no início da década de 80, deflagrou o conflito entre FISA e a FOCA que, não envolvendo directamente os patrocinadores, teve apenas solução quando os "sponsors" fizeram finca-pé e disseram declaradamente que, se o campeonatos se partissem em dois, abandonariam a Fórmula 1. |
|
|