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terça-feira, 06 de Janeiro de 2009 | 03:21 (F1:6)
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Tabaco paga mais de 45 milhões contos

«As tabaqueiras pagam anualmente 45 milhões de contos por ano à Fórmula 1. Como pode a União Europeia exigir-nos que, de um ano para o outro, abdiquemos dessa verba ?» - perguntou Bernie Ecclestone, quando o interrogaram sobre o forte "lobby" antitabagista europeu que tem criado dificuldades aos desportos que promovem cigarros.

Na verdade, olhando para os 15 milhões de contos que a Marlboro paga à Ferrari e para os 6 com que a Rothmans tem financiado a Williams ou a West paga aos campeões da McLaren, é fácil perceber o motivo do susto dos construtores. A competição está assente no dinheiro do tabaco, e a tendência é para aumentar, na medida em que os outros desportos (como o críquete) tiveram de fechar a porta às tabaqueiras, ao passo que a Fórmula 1 permanece como último bastião.

O que pode acontecer no futuro próximo ? Ecclestone já sugeriu que, se a União Europeia proibir o tabaco na Fórmula 1, o futuro pode passar pela deslocação dos GPs europeus para a África do Sul (no mesmo fuso horário da Europa), para o norte de África (idem), para a Coreia do Sul, Indonésia ou China. Quem fica a perder ? O público, naturalmente, dado que as tabaqueiras continuarão a ter visibilidade televisiva e os construtores manterão os mesmos orçamentos e uma legião de patrocinadores interessados em investir.

A situação é grave , e os próximos anos serão fundamentais, na medida em que se aguardam medidas muito restritivas por parte da União Europeia. Para já, seis construtores conseguiram erguer orçamentos à prova de fumo. Mas, verdade seja dita, nenhum deles ficou entre os mais pontuados do Mundial de 98.