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terça-feira, 06 de Janeiro de 2009 | 05:04 (F1:15)
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Senna, 1 de Maio de 1994

O acidente fatal de Ayrton Senna em Imola deixou a Formula 1 em tumúlto, revoltada pela brutalidade do desaparecimento do seu maior ídolo da actualidade. A F1 continuou, claro. No entanto jamais será a mesma sem Ayrton. Para o povo brasileiro fica a saudade e a perda de um sonho e de um orgulho nacional. O Brasil perdeu uma das suas bandeiras e saiu á rua para se despedir do melhor piloto da última geração, um dos maiores pilotos de todos os tempos.

Cerca de 250 mil pessoas esperavam em S. Paulo o avião que transportou o corpo do piloto; mais de 200 mil acompanharam o velório; todos os momentos foram seguidos por vários canais de televisão.

Os brasileiros reviam-se no homem tímido e com cara de menino que não dava tréguas na pista, sempre á procura de mais uma vitória, de menos um centésimo de segundo.

O Deus dos circuitos, para quem não havia justificação, seja em que circunstância for, para um segundo ou terceiros lugares. Vencer é como uma droga, admitia Ayrton. Especialista em andar nos limites, as suas 65 pole-positions ficarão por vários anos como um dos recordes a abater. Ayrton Senna entrou para a Formula 1 em 1984, depois de uma carreira vertiginosa e vitoriosa nos kartings e nas fórmulas de promoção, sobretudo em Inglaterra. Nesse ano teve a sua pior classificação num mundial, um nono lugar com a equipa Toleman.

Depois na Lotus e na McLaren, nunca deixou de estar entre os 4 primeiros. Ganhou três títulos mundiais e venceu 41 grandes prémios, teve 24 acidentes em corrida - o último foi fatal.

Muito religioso e impulsivo, Ayrton era um homem à parte na Formula 1. A sua atenuada tendência de ferver em pouca água, aliada a uma condução notável, geraram-lhe muitas inimizades, como foram os casos mais marcantes de Nelson Piquet, Alain Prost e Nigel Mansell. Quase insuperável em piso molhado, Ayrton foi campeão do mundo em 88,90 e 91. No entanto a sua carreira foi brutalmente interrompida em Imola.

Grande Prémio de San Marino, 1 de Maio de 1994. À última volta, segunda depois do safety car abandonar a pista, o Williams Renault nº2 passa a fundo a recta da meta mas não completa a curva Tamburello, seguindo em frente a cerca de 300 Km/h. Do violento acidente resulta a morte de Ayrton Senna da Silva, 34 anos, brasileiro, tri-campeão mundial de Formula 1. O ídolo Ayrton Senna deixou-nos e fez chorar todo o mundo. O recorde de pole-positions dificilmente será batido.

A última conseguiu-a no GP mais negro dos últimos anos, onde faleceu também o estreante Roland Ratzenberger.