Três semanas depois do seu começo, na África do Sul, máquinas e
pilotos estavam no México para a segunda prova do campeonato. E tal
como tinha acontecido da primeira vez, quando correram no planalto
sul-africano, a mais de 1500 metrosde altitude, a Formula 1 voltava
a correr acima do nível do mar, desta vez a mais de dois mil
metros, o que daria algum trabalho aos motores, que "respiravam"
menos ar do que a nível do mar.
Sem alterações no pelotão, a grande
novidade vinha da Andrea Moda, que decidira pagar a multa de cem
mil dólares, arranjar um novo chassis na Simtek, mas não conseguiu
montar os seus carros a tempo de correr, deixando Alex Caffi e
Enrico Bertaggia a curtir o sol mexicano e ver os seus colegas
pilotos a treinarem. Seria a última vez que iriam correr na equipa,
pois pouco depois, saíram daquela loucura que já se tinha
transformado a equipa de Andrea Sassetti.
Na qualificação, o resultado era previsível: os Williams ficaram
na frente, com Nigel Mansell a fazer a polé-position, à frente de
Riccardo Patrese. Outro monopólio acontecia na segunda fila, com o
Benetton de Michael Schumacher a ficar à frente do de Martin
Brundle. A McLaren ficava na terceira fila, com Gerhard Berger a
bater Ayrton Senna, enquanto que na quarta estavam o Dallara de
J.J. Letho e o Jordan-Yamaha de Maurício Gugelmin. A fechar o "top
ten" estavam o segundo Dallara de Emmanuelle Pirro e o Ferrari de
Jean Alesi. Curioso saber que na grelha, os carros cliente tinham
sido mais rápidos do que a casa-mãe…
Houve quatro azarados nesta qualificação: o Footwork-Mugen-Honda
de Aguri Suzuki, o March-Ilmor de Paul Belmondo e os Brabham de
Eric van de Poele e de Giovana Amati.
A
corrida começa com os Williams a manterem as duas primeiras
posições, com Senna a saltar para o terceiro posto, passando os
Benetton, com Brundle a partir melhor do que Schumacher, enquanto
que a meio do pelotão, Karl Wendlinger e Ivan Capelli colidiam um
com o outro e auto-excluiam-se. Ao mesmo tempo, o motor Yamaha de
Gugelmin entregava a alma ao criador, ainda nem tinha completado a
primeira volta.
Na terceira volta, Schumacher passa Brundle e fica com o quarto
posto, mas os três primeiros mantinham-se imutáveis até à 12ª
volta, quando a transmissão do seu McLaren cede e ele é obrigado a
abandonar, deixando os Williams cada vez mais solitários, com
Michael Schumacher com o terceiro posto e a gerir o avanço para
Brundle e Berger.
E com a frente da corrida "resolvida",
a atenção passou a se focar na luta pelo quarto posto, com dois
veteranos, Berger e Brundle, a lutar por ela, passando um pelo
outro, volta após volta. Uma luta que entreteve muita gente, mas
que acabou na volta 47, quando o motor do Benetton sobreaqueceu e
terminou ali a sua corrida. Com isto, Berger herdou o quarto lugar
e o Tyrrell de Andrea de Cesaris - que tinha subido posições como
um veterano - tinha conseguido chegar aos lugares pontuáveis.
Mas na frente, estava tudo decidido desde o momento da partida,
e Nigel Mansell vencia pela segunda vez este ano, com Riccardo
Patrese no segundo posto, e Michael Schumacher no terceiro posto,
conseguindo o seu primeiro pódio na sua carreira. Nos restantes
lugares pontuáveis ficavam o McLaren de Berger, o Tyrrell de De
Cesaris e o Lotus de Mika Hakkinen, que ficava na frente do seu
companheiro Johnny Herbert.
