GP Memória – México 1992

Por Paulo Teixeira - Nenhum comentário

Três semanas depois do seu começo, na África do Sul, máquinas e pilotos estavam no México para a segunda prova do campeonato. E tal como tinha acontecido da primeira vez, quando correram no planalto sul-africano, a mais de 1500 metrosde altitude, a Formula 1 voltava a correr acima do nível do mar, desta vez a mais de dois mil metros, o que daria algum trabalho aos motores, que "respiravam" menos ar do que a nível do mar.

México 92 2.jpgSem alterações no pelotão, a grande novidade vinha da Andrea Moda, que decidira pagar a multa de cem mil dólares, arranjar um novo chassis na Simtek, mas não conseguiu montar os seus carros a tempo de correr, deixando Alex Caffi e Enrico Bertaggia a curtir o sol mexicano e ver os seus colegas pilotos a treinarem. Seria a última vez que iriam correr na equipa, pois pouco depois, saíram daquela loucura que já se tinha transformado a equipa de Andrea Sassetti.

Na qualificação, o resultado era previsível: os Williams ficaram na frente, com Nigel Mansell a fazer a polé-position, à frente de Riccardo Patrese. Outro monopólio acontecia na segunda fila, com o Benetton de Michael Schumacher a ficar à frente do de Martin Brundle. A McLaren ficava na terceira fila, com Gerhard Berger a bater Ayrton Senna, enquanto que na quarta estavam o Dallara de J.J. Letho e o Jordan-Yamaha de Maurício Gugelmin. A fechar o "top ten" estavam o segundo Dallara de Emmanuelle Pirro e o Ferrari de Jean Alesi. Curioso saber que na grelha, os carros cliente tinham sido mais rápidos do que a casa-mãe…

Houve quatro azarados nesta qualificação: o Footwork-Mugen-Honda de Aguri Suzuki, o March-Ilmor de Paul Belmondo e os Brabham de Eric van de Poele e de Giovana Amati.

México 92 3.jpgA corrida começa com os Williams a manterem as duas primeiras posições, com Senna a saltar para o terceiro posto, passando os Benetton, com Brundle a partir melhor do que Schumacher, enquanto que a meio do pelotão, Karl Wendlinger e Ivan Capelli colidiam um com o outro e auto-excluiam-se. Ao mesmo tempo, o motor Yamaha de Gugelmin entregava a alma ao criador, ainda nem tinha completado a primeira volta.

Na terceira volta, Schumacher passa Brundle e fica com o quarto posto, mas os três primeiros mantinham-se imutáveis até à 12ª volta, quando a transmissão do seu McLaren cede e ele é obrigado a abandonar, deixando os Williams cada vez mais solitários, com Michael Schumacher com o terceiro posto e a gerir o avanço para Brundle e Berger.

México 92 5.jpgE com a frente da corrida "resolvida", a atenção passou a se focar na luta pelo quarto posto, com dois veteranos, Berger e Brundle, a lutar por ela, passando um pelo outro, volta após volta. Uma luta que entreteve muita gente, mas que acabou na volta 47, quando o motor do Benetton sobreaqueceu e terminou ali a sua corrida. Com isto, Berger herdou o quarto lugar e o Tyrrell de Andrea de Cesaris - que tinha subido posições como um veterano - tinha conseguido chegar aos lugares pontuáveis.

Mas na frente, estava tudo decidido desde o momento da partida, e Nigel Mansell vencia pela segunda vez este ano, com Riccardo Patrese no segundo posto, e Michael Schumacher no terceiro posto, conseguindo o seu primeiro pódio na sua carreira. Nos restantes lugares pontuáveis ficavam o McLaren de Berger, o Tyrrell de De Cesaris e o Lotus de Mika Hakkinen, que ficava na frente do seu companheiro Johnny Herbert.

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Sobre o Autor

É o "alter ego" de Paulo Alexandre Teixeira, um português que nasceu no Brasil a 12 de Julho de 1976. É jornalista de profissão, formação e convicção, com tendência para escrever compulsivamente quando o assunto é automobilismo. É solteiro, gosta do Benfica (ninguém é perfeito...), e vê Formula 1 desde 1982.

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