Visão Geral
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A Ferrari começou a escrever a sua
história em 1951, após Froilan Gonzalez ter conquistado a sua
primeira vitória num Grande Prémio, em Silverstone.
Em 1952, a lenda chamada Alberto Ascari
venceu o seu primeiro título em dois consecutivos na Ferrari. As
décadas de 50 e 60 foram recheadas de sucessos a intervalos
regulares, graças a grandes Campeões como Fangio, Hawthorn Phil
Hill e John Surtees.
Em 1961 e 1964, a Ferrari conseguiu
assegurar o título de Construtores. No entanto, o verdadeiro poder
da Ferrari mostrou-se mais na década de 70, vencendo o Campeonato
de Construtores 4 vezes, 3 das quais consecutivamente de 1975 a
1977. Nesses três anos consecutivos, Niki Lauda venceu o título de
Campeão, mesmo quando em 1976 Lauda quase perdeu a vida num acdente
em Nurburgring. A Ferrari fechou a década de 70 com a vitória no
Campeonato de Jody Scheckter e da equipa no Campeonato de
Construtores.
Com o poder crescente da McLaren e da
Williams, a Ferrari apenas garantiu mais três títulos de
Construtores nos anos seguintes, em 1982, 1983 e 1999. A Ferrari
sofreu grandes azares, entre eles a morte de Gilles Villeneuve em
1982, sendo a única forma de lhe ser negado o título nesse ano e a
derrota de Alain Prost na corrida final no GP do Japão face a
Ayrton Senna. Nesse mesmo ano, a vitória da Ferrari em Jerez em
Setembro de 1990 foi o último GP vencido até Julho de 1994, em
grande parte devido aos carros construídos com falta de
competitividade.
No entanto, as glórias da Ferrari voltariam em meados da década
de 90 com a chegada de Jean Todt com chefe de equipa e de John
Barnard como designer. A contratação de Michael Schumacher da
Benetton para a época de 1996 afirmou ainda mais o futuro
sucesso.
Em 1999, a Ferrari conseguiu finalmente o título de Campeão de
Construtores. Quando Schumacher teve um acidente no GP da
Grã-Bretanha, coube a Eddie Irvine tentar chegar ao título. Apesar
de ter dado tudo o que tinha, Irvine não foi capaz do feito.
Finalmente, na época de 2000, a Ferrari terminou o seu período
de 21 anos de abstenção: uma série de grandes desempenhos por parte
de Michael Schumacher nas corridas finais traçou caminho para a
vitória do título de Campeão do Mundo e do 10º título de Campeão de
Construtores para a Ferrari.
Marcando o livro de recordes e glorificando a Ferrari como nunca
antes visto, Schumacher triunfou em 2001 e 2002, com a Ferrari a
vencer 15 de 17 corridas. Apesar da qualidade e poder do Ferrari
F2002, o pessoal da equipa da Ferrari foi criticado pela atitude
demonstrada quando ordenaram a Barrichello para oferecer o 1º lugar
a Michael Schumacher, assim como quando Schumacher facilitou a
aproximação de Barrichello perto da linha de meta, deixando
acidentalmente a vitória para o colega de equipa, fazendo chover
críticas para a equipa da Ferrari.
Em 2003, Schumacher conseguiu o seu 6º título de Campeão do
Mundo. Com 6 vitórias de Schumacher e 2 de Barrichello nessa época,
a Ferrari garantiu o título de Construtores pela 5ª vez
consecutiva.
Na época seguinte, a vitória da Ferrari foi ainda mais
confortável dada a magia de Schumacher em conseguir 13 vitórias,
garantindo mais um título para si e para a Ferrari, com o auxílio
de duas vitórias de Barrichello em Grandes Prémios.
A estrada de sucesso da Ferrari foi finalmente cortada em 2005
pela mão da Renault, que conquistou ambos os títulos para si. A
culpa da mudança na liderança foi atirada à Bridgestone devido ao
esforço da empresa em criar um pneu mais resistente, acabando por
criar um pneu que não maximizava a velocidade. Em conclusão,
Schumacher apenas conseguiu arrecadar uma vitória no GP dos EUA, em
grande parte devido à retirada de todos os carros com pneus
Michelin por razões de segurança.
Em 2006, os novos regulamentos a favorecer os pneus Bridgestone
poderiam dar uma nova hipótese de Schumacher e Felipe Massa
brilharem. Apesar do bom início da Renault nas 3 primeiras
corridas, Schumacher ripostou com vitórias em San Marino e Europa,
mostrando que queria batalhar pelo título. Após a sua vitória em
Itália, Schumacher anunciou a sua retirada da F1 no final da época,
decidindo a Ferrari substitui-lo no final por Kimi Raikonnen.
Determinado a acabar numa nota alta, Schumacher venceu o GP da
China, mas o seu abandono no GP do Japão devido a problemas no
motor evitaram a sua permanência no 1º lugar do Campeonato de
Pilotos. Efectuando a prestação da sua vida, Schumacher deu
espectáculo no GP do Brasil, embora não fez o suficiente para
vencer a corrida e garantir o título para a Ferrari e para si
próprio.
Com Schumacher longe das pistas, as dúvidas persistiram quanto à
capacidade de Kimi Raikkonen conseguir levar a Ferrari novamente à
glória, Raikkonen e a Ferrari rapidamente esclareceram dúvidas ao
vencer o GP da Austrália. Com a resposta subsequente da McLaren,
ambas as equipas encontravam-se isoladas na luta pelo título. A
luta entre as equipas passou das pistas para os tribunais, assim
que a Ferrari acusou a McLaren de roubo de informação técnica
secreta. Os cabeçalhos começaram a encher-se relativamente ao
episódio conhecido como Stepneygate dada a descoberta de que o
mecânico da Ferrari Nigel Stepney forneceu essas informações à
McLaren. Dessa forma, a Ferrari conseguiu o título de Construtores
para si após a exclusão da McLaren dessa batalha.
No entanto, os pilotos da McLaren continuaram na luta pelo
título, aproximando-se mais do sucesso do que os pilotos da
Ferrari. No final, três vitórias consecutivas no final do
Campeonato permitiram a Raikkonen o quase impossível feito de
vencer o Campeonato de Pilotos por 1 ponto de distância de Lewis
Hamilton.
Depois de todo esse sucesso, a Ferrari era claramente a favorita
para repetir o feito em 2008 com Raikkonen e Massa ao volante. O
favoritismo foi em medida exagerada, dado o mau início dos pilotos
da Ferrari, com Massa a abandonar e Raikkonen a conquistar apenas
um ponto em Melbourne.
Após esse mau começo, Massa e Raikkonen venceram duas corridas
cada um. Após a sua vitória em Espanha, Raikkonen afirmou estar a
passar por uma má fase e ter "perdido a sua motivação", não
conseguindo mais nenhuma vitória nessa época. Ao contrário de
Raikkonen, o jovem Massa orgulhou a Ferrari após conseguir 6
vitórias e caminhar a passos largos para o seu primeiro título de
Campeão.
No entanto, todos os sonhos foram por água abaixo. Massa e
Ferrari receberam a vergonha das suas carreiras a umas meras voltas
da vitória de Massa no GP de Singapura. Na paragem nas boxes, o
sistema electrónico deu sinal de partida a Massa quando o carro
deste ainda tinha a mangueira de combustível inserida. O incidente
foi alvo de chacota por parte de todos ao observar-se os mecânicos
a correr atrás do carro de Massa para retirar a mangueira.
Após voltar para o caminho certo, Massa encontrava-se no GP
final sabendo que apenas a sua vitória e o posicionamento de
Hamilton abaixo do 5º lugar permitiria a conquista do tão desejado
título. No final, tudo o que Massa deu não foi suficiente, acabando
atrás de Hamilton no Campeonato por 1 ponto e à frente do seu
colega Kimi Raikkonen. No entanto, a Ferrari conseguiu o título de
Construtores graças aos esforços de ambos os seus pilotos.
Em 2009, das primeiras 3 corridas da época não resultou nenhum
ponto. Raikkonen conseguiu a sua primeira subida ao pódio da época
no Mónaco e apesar do bom ritmo retomado a metade da época, os
líderes Brawn e Red Bull já se encontravam a um boa distância na
pontuação, acabando com quaisquer aspirações que a Ferrari poderia
ter em conquistar títulos em 2009.
Um autêntico desastre ocorreu quando Massa foi atingido na
cabeça por uma mola proveniente do acidente do carro de
Barrichello, colocando-o inconsciente e levando-o a embater nas
barreiras. A fractura do seu crânio levou a que a Ferrari
procurasse um substituto de Massa até ao final da época. Devido à
sua lesão no pescoço, Schumacher não pôde corresponder à
necessidade da Ferrari. A Ferrari acabou por contactar Luca Badoer,
o piloto de testes de 38 anos, acabando por se arrepender da
decisão dada a má qualidade do piloto que se qualificou em último
lugar para ambas as corridas da Hungria e Valência. Por outro lado,
Raikkonen fez boa figura nessas corridas, conseguindo o pódio e uma
a primeira vitória da Ferrari na Bélgica. Para substituir Badoer
foi Giancarlo Fisichella o escolhido para correr nos 5 últimos
Grandes Prémios. Apesar dos seus esforços, Fisichella terminou em
todas as corridas na 2ª metade da classificação.
Incapaz de manter o segredo, sendo considerado o menos bem
guardado da F1, a Ferrari preparava-se para contratar Alonso em
2010, substituindo Raikkonen e continuando com Massa. Apesar da
notícia, o piloto finlandês deu o seu melhor e conquistou 8 pontos
nas 3 últimas corridas do ano. Infelizmente não foi suficiente para
vencer o título de Campeão de Construtores, sendo atribuído este
ano à McLaren.
A época de 2010 começou apenas com um ponto alto: a conquista da
grelha da frente no GP do Bahrain, resultando no posicionamento da
Ferrari no 3º lugar no Campeonato de Construtores no final da 1ª
metade da época. Este lapso devia-se principalmente a diversos
erros estratégicos e a falhas dos pilotos, tais como fazer sair os
pilotos na qualificação para o GP da Malásia antes da chuva cair ou
o acidente de Alonso na qualificação para o GP do Mónaco.
Quando o sucesso parecia encarrilar no GP da Alemanha, com Massa
e Alonso nos primeiros lugares, respectivamente, a Ferrari ordenou
Massa para se afastar de forma a permitir a vitória a Alonso. Esta
acção gerou intensa controvérsia, levando a Ferrari a pagar uma
multa de 100.000k e uma reunião com o Conselho Mundial dos
Desportos Motorizados quanto à possível abolição das ordens de
equipa. No entanto, após a reunião, a abolição foi posta de parte,
cabendo apenas à Ferrari pagar a multa.
Após a sua vitória na Alemanha, Alonso terminou na Hungria na 2ª
posição e venceu com mérito os GP de Itália e Singapura. A caça ao
título estava acesa para Alonso assim que conquistou a vitória no
GP da Coreia. No último GP em Abu Dhabi, a Ferrari informou Alonso
para copiar a estratégia, resultando daí o pior cenário possível
para os desejos da Ferrari: a dificuldade de ultrapassar para
Alonso e a vitória de Sebastian Vettel no Campeonato por uns meros
4 pontos.
Depois de sofrer todas as críticas advindas das más estratégias,
a Ferrari trabalhará em 2011 para mudar a direcção das tendências
com o novo pneu da Pirelli assente na pista, obrigando as equipas a
desenhar boas estratégias devido à fraca resistência do pneu. Resta
conhecer a sorte ou possíveis estratégias da Ferrari para conseguir
o título.