Visão Geral
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A Jordan entrou na F1 em 1991 e foi
considerada uma das mais importantes equipas de promoção de jovens
pilotos como Michael e Ralf Schumacher, Eddie Irvine, Johnny
Herbert e Rubens Barrichello. No entanto, uma década depois da sua
entrada, a equipa apresentou problemas financeiros e foi
prontamente vendida a um bilionário canadiano, Alex Schnaider, que
optou por manter o nome Jordan e o respectivo logótipo em 2005. No
entanto, pela terceira época consecutiva, a equipa acabou o
Campeonato em penúltimo lugar, com apenas 12 pontos marcados. As
mudanças de Schnaider claramente não resultaram, embora a sua
preocupação em mover peças para a época de 2006 não fosse grande. O
nome da equipa da equipa foi alterado para Midland, assim como o
seu logótipo.
Os pilotos novatos Christian Albers e
Monteiro batalharam tanto em qualificações como corridas,
conseguindo colocar a equipa no meio da tabela de classificação a
bordo do M16, um carro bastante seguro mas com pouca velocidade
para acompanhar o ritmo dos pilotos da frente. Devido a alguns
acidentes, os pilotos da Midland não conseguiam mostrar
regularidade dentro das pistas. No entanto, a sua evolução levou à
conquista de boas posições no GP da Hungria, à frente de Scott
Speed da Toro Rosso e de Jarno Trulli da Toyota.
O pior momento do ano para a Midland foi quando ambos os M16
foram desqualificados no GP da Alemanha devido à flexibilidade
ilegal das asas traseiras dos carros. Circulavam rumores relativos
à venda da equipa por parte de Schnaider, apurando-se como verdade
assim que um fabricante de carros holandês foi confirmado como o
comprador, alterando o nome da equipa para Spyker.
A renovada Spyker trabalhou desde logo para melhorar a sua
performance em 2007, adquirindo motores da Ferrari e fazendo
acordos com patrocinadores que oferecessem maior fundo de maneio.
Mas logo ficou claro que o dinheiro não basta para comprar sucesso
imediato. Como resultado da época de 2007 deram-se 14 abandonos na
equipa, dos quais 8 foram acidentes. O único ponto conquistado pela
equipa ocorreu no GP do Japão, onde Adrian Sutil conseguiu o 8º
lugar. Logo no final dessa época, a equipa tornou a ser vendida,
assumindo o nome pelo qual hoje é conhecida: Force India, na posse
de Vijay Mallya e Michael Mol.
Em 2008, com Sutil e Giancarlo Fisichella atrás do volante, a
Force India esperava conseguir melhores prestações enquanto corriam
nos carros com cores da bandeira indiana. No entanto, as coisas não
eram tão fáceis. A maior oportunidade do ano para a equipa
conquistar alguns pontos ocorreu no Mónaco, onde Sutil estava a 10
voltas de terminar num óptimo 4º lugar quando Kimi Raikkonen
destruiu a esperança assim que embateu na traseira do Force India.
Após essa grande oportunidade, a Force India acabou mesmo no fundo
da tabela sem quaisquer pontos.
No final de 2008, para além da perda de diversos patrocinadores,
a Force India perdeu o director técnico Mike Gascoyne e o chefe de
equipa Collin Kolles.
Desiludidos com as especificações técnicas que possuíam, a Force
India optou por terminar o acordo relativo à utilização de motores
da Ferrari e direccionar-se num acordo de suporte técnico com a
McLaren, levando esta a fornecer caixas de velocidades, sistema
hidráulicos e motores da Mercedes.
Para 2009, os pilotos Adrian Sutil e Giancarlo Fisichella
continuaram a correr pela equipa. Apesar do mau início da equipa,
era notório o aumento do ritmo relativamente às equipas mais
fracas. No GP da China, Sutil encontrava-se em 6º lugar, mas perdeu
o controlo do carro e saiu da pista. O azar bateu à porta novamente
no GP da Alemanha, no qual o sonho de terminar em 2º lugar foi
negado por Kimi Raikkonen após choque na traseira do seu carro.
A sorte finalmente mudou para a Force India no GP da Bélgica,
quando Fisichella conseguiu o melhor tempo na qualificação e
arrecadar assim o 2º lugar no Domingo, oferecendo à Force India o
primeiro pódio e primeiros pontos da carreira. Pouco tempo depois,
a Force India declarou ter permitido a Fisichella sair da equipa
para se juntar à Ferrari, dando lugar ao piloto de testes
Vitantonio Liuzzi.
A perda de Fisichella não impediu a luta por melhores resultado
da equipa. No GP de Itália, Sutil qualificou-se em 2º lugar e
Liuzzi em 7º, daí resultando os primeiros pontos da carreira de
Sutil ao terminar na 4º posição enquanto Liuzzi não conseguiu o
primeiro feito da sua carreira devido a uma falha na caixa de
velocidades. No entanto, mais nenhum ponto foi amealhado na época,
terminando com 13 pontos e retirando a Force India da fatídica
última posição de onde tanto queriam subir.
Acreditando na continuidade e na possível evolução da equipa,
Force India manteve Sutil e Liuzzi como seus pilotos em 2010.
Liuzzi marcou os primeiros pontos da sua carreira logo no GP do
Bahrain após terminar na 10ª posição e no GP da Austrália
conquistando a 7ª posição. Infelizmente para Sutil, essas duas
corridas acabaram nas boxes devido a embates ou problemas
mecânicos. No entanto, a conquista de pontos passou a ser uma
constante para a Force India. Sutil pontuou sete vezes consecutivas
desde a Malásia até à Grã-Bretanha, sendo acompanhado por Liuzzi
que juntou pontos por mais duas vezes no mesmo período.
As prestações sólidas levaram a uma batalha contra a Williams
pelo 6º lugar do Campeonato de Construtores. Infelizmente, apenas
com mais 4 pontuações até ao final da época, a Williams acabou por
assumir o lugar desejado por um ponto apenas.
Para a época transacta, Sutil mantém os pés na equipa ao lado do
novato Paul di Resta. No entanto, a época será muito difícil dada a
saída do staff mais antigo na casa, tal como o director técnico
James Key, o chefe de design Lewis Butler e o responsável pela
aerodinâmica Marianne Hinson.