Visão Geral
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Ao longo dos anos, a Renault impunha a
sua posição no mundo da F1 como principais candidatos ao título,
terminando sempre as corridas no top 5. Finalmente, em 1989, a
Renault conseguiu a sua segunda vitória num GP, desta vez em
Suzuka, graças a Alessandro Nannini, piloto italiano que tirou
partido do acidente entre Alain Prost e Ayrton Senna nesses mesmo
GP.
De forma a aumentar a competitividade, a
equipa contratou Michael Schumacher em 1992, conseguindo
gradualmente obter melhores resultados. E finalmente, em 1994, o
piloto alemão conseguiu arrecadar o título de Campeão do Mundo,
apesar de a Renault não ter conseguido vencer o título de
Construtores, sendo a Williams a levar a melhor nessa época.
Sem terem de esperar muito tempo, a
Renault conseguiu a "dobradinha" em 1995 por meio de Michael
Schumacher, tendo a equipa vencido 11 corridas das 17 existentes. O
piloto alemão foi contratado pela Ferrari na época seguinte,
revelando-se como uma grande perda para a Renault. Para piorar a
situação privilegiada da Renault, a equipa perdeu em 1997 o
fornecedor de motores Renault, permitindo apenas a luta pelos
lugares medianos do Campeonato durante os anos seguintes.
A compra da equipa por meio da Renault
nos inícios de 2000 ofereceu a estabilidade necessária para a
equipa se fortalecer, embora os resultados só tenham aparecido em
força depois da tomada de posse total da Renault em 2002. Enquanto
a posse total se viabilizava, a Renault recrutou novamente Flavio
Briatore, reforçando a reputação da Renault em contratar nomes de
topo da F1.
A época de 2001 foi muito pobre para a
Renault devido às baixas capacidades do motor, algo que mudaria em
2002, depois de ser apresentado um motor com ângulo V que
permitiria melhores desempenhos, embora não fosse igualável a
motores Mercedes, Ferrari ou BMW.
Ainda em 2002, Jarno Trulli e Giancarlo
Fisichella efectuaram troca de equipas, ficando Fishichella na
equipa Jordan e saindo a perder com esse acordo. Para melhorar os
resultados da época, Mike Gascoyne ficou a cargo da gestão da
equipa técnica, construindo um carro super rápido que permitiu à
equipa conseguir mais pontos.
Substituindo Jenson Button em 2003, o
jovem Fernando Alonso mostrou a boa revelação que representava ao
mostrar sempre melhor desempenho face a Trulli, o seu colega de
equipa. As boas performances de Alonso permitiam assumi-lo, tal
como Montoya e Kimi Raikkonen, como concorrente directo de
Schumacher à corrida pelo título.
Na época seguinte, os papéis dentro da
equipa reverteram-se: Trulli começou o ano em grande forma,
conseguindo a sua primeira vitória no GP do Mónaco. Apesar dessa
demonstração de sucesso, Trulli rejeitou alargar o seu contrato
dentro da Renault, colocando a sua posição de piloto em risco. À
medida que ambas em partes entravam cada vez menos em acordo, os
desempenhos de Trulli também reflectiam esse negativismo. Com
resultados cada vez mais péssimos em relação aos de Alonso, Trulli
declarava que o seu carro tinha sofrido sabotagem, obrigando a
equipa a discernir que o único problema estava na sua cabeça. Após
todo este episódio, a separação ainda antes do final da época era
inevitável, entrando Jacques Villeneuve para a equipa a três
corridas do final do Campeonato.
Já em 2005, a Renault voltou aos sucessos de velhos tempos,
assumindo-se como um dos líderes da F1 ao vencer o Campeonato do
Mundo de Pilotos e de Construtores, tendo Alonso terminado o
reinado de 5 anos de títulos de Schumacher e a Renault roubado o já
acostumado sucesso à Ferrari. Um desempenho regular e constante foi
a chave que possibilitou a Alonso conseguir sete vitórias e oito
subidas ao pódio, que se traduziram na conquista do Campeonato do
Mundo.
Mais uma época, mais um sucesso. O ano de 2006 viu Alonso e a
Renault conquistarem o título de bicampeões após muita luta e
controvérsia. Depois de um início perfeito, em que a equipa somava
6 vitórias para Alonso e 1 vitória para Fisichella num total de
nove GP, as performances da Renault sofreram um revés após a
abolição da tecnologia de amortecedores por parte da FIA, que a
declarava como ilegal. Para além disso, a Ferrari utilizou grande
parte do design do carro da Renault para seu próprio proveito,
conseguindo assim roubar grande parte da liderança conseguida pela
Renault.
Como um azar nunca vem só, Alonso não conseguiu marcar pontos na
Hungria (falta de parafuso numa roda) e em Itália (falha no motor),
permitindo a Schumacher aproximar-se cada vez mais da liderança.
Apesar de tudo, Alonso conseguiu conquistar dois 2º lugar e a
vitória em Suzuka, permitindo levar a taça de Campeão pela segunda
vez consecutiva. Conjuntamente com os resultados de Fisichella, a
Renault, contra tudo e contra todos, conseguiu a vitória no
Campeonato de Construtores.
Para o ano 2007 e após provarem que conseguem construir um carro
competitivo, a Renault perdeu Alonso para a Ferrari, deixando um
pouco mais longe a hipótese da Renault vencer outro título. Com
Fisichella e o piloto novato Heikki Kovalainen atrás do volante, os
esforços por manterem bons resultados pareciam não existir. Apesar
de a Renault culpar os recém-chegados pneus Bridgestone pelo baixo
desempenho dos seus pilotos, a dura verdade é que os pilotos em
questão não eram totalmente capazes de se destacarem dos
demais.
Ainda assim, Kovalainen marcava pontos pela equipa ao longo da
época, conseguindo no seu auge conquistar a única subida ao pódio
da Renault em 2007, um 2º lugar no GP do Japão. Apesar das
melhorias no desempenho de Kovalainen, a Renault estava com uma
forma muito abaixo da esperada. Para tentar aumentar a sua
competitividade na época de 2008, a Renault atraiu o seu "querido"
Fernando Alonso para substituir Fisichella e o piloto de testes da
Renault, Nelson Piquet Jr., para substituir Kovalainen.
A época começou a meio gás para a equipa, com Alonso a conseguir
apenas um 4º lugar em Melbourne e Piquet a lutar para tentar
impressionar, mas uma série de abandonos por parte do piloto
brasileiro contribuiu para que a Renault se apresentasse bem abaixo
na classificação no início do Campeonato. No entanto, um Alonso
renascido e renovado que conseguiu vitórias espectaculares em
Singapura e no Japão fez a Renault saltar do fundo do poço para o
4º lugar no Campeonato de Construtores.
Com as expectativas em alta para uma boa época de 2009, os
acontecimentos acabaram por ser bem diferentes do esperado face a
um dos maiores escândalos da F1. Alonso tinha conquistado dois 5º
lugar na Austrália e em Espanha antes de promover uma penalização
para a Renault que consistiu na isenção da equipa participar no GP
da Europa em Valencia, tudo devido à queda de uma roda em pleno GP
da Hungria após uma visita às boxes.
Foi também na Hungria que ficou marcada a última participação de
Piquet na Renault após o piloto novato não ter conseguido pontuar
em 10 corridas consecutivas. Uns meses depois do sucedido, a FIA
aprontou uma investigação devido a alegações de Piquet ter sido
ordenado a embater o seu carro deliberadamente no GP da Singapura
em 2008. Na senda destes acontecimentos, a Renault foi chamada a
prestar depoimentos numa reunião com o Concelho Mundial de
Desportos Motorizados. Nessa reunião, o chefe de equipa Briatore
negou todas as acusações, não conseguindo ainda assim evitar a sua
saída juntamente com o director técnico Pat Symonds, seguida da
decisão da Renault em não contestar as acusações. Desta forma, a
Renault conseguiu "apenas" ser atingida com um castigo de 2 anos de
ausência na F1. Por sua vez, Briatore foi atingido com um castigo
de saída permanente e Symonds com uma suspensão de 5 anos.
A substituição de Piquet por Romain Grosjean não trouxe boas
novas para a Renault e Alonso anunciou, antes do final da época, a
sua transferência para a Ferrari em 2010. Rumores correram
relativamente à saída da Renault da F1, mas em Dezembro foi
confirmada a venda de 85% da quota da equipa numa empresa de
investimento de Luxemburgo. Para uma nova época, uma nova vida:
enquanto Robert Kubica liderava o desafio de renovação da Renault e
Vitaly Petrov mostrava o seu entusiasmo, Eric Boullier assinou
contrato como chefe de equipa. O desafio foi cumprido com sucesso,
em grande parte graças a Kubica, que conquistou três subidas ao
pódio, transformando-se assim em 136 pontos totais no Campeonato.
Naturalmente, como acontece sempre que na F1 um piloto não
corresponda às expectativas, correram rumores de que Petrov não
continuaria a sua carreira na Renault na próxima época.
Mas como o brilhantismo de um piloto pode saltar à vista em
apenas um GP, Petrov manteve a sua posição contra Fernando Alonso e
Mark Webber em Abu Dhabi, auxiliando na luta pelo título. Derivado
a isso, Petrov assinou pela Renault por mais dois anos, continuando
o desafio da subida da Renault ao lado de Kubica.
No entanto, para infelicidade da Renault, Kubica sofreu um
terrível acidente de rally, sofrendo inúmeras lesões e afastando-o
assim das pistas durante uma época inteira. Graças ao Proton
Group's Lotus, foi fornecido à Renault um novo piloto, Nick
Heidfeld, piloto alemão que impressionou nos testes primários da
época. Resta saber se Heidfeld liderará a Renault em pista nesta
época com tanta qualidade como o infeliz Kubica.