Visão Geral
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A McLaren deu os primeiros passos durante
meados da década de 60, competindo na sua primeira corrida em 1966
e conquistando a sua primeira vitória em 1968 em Spa, na pessoa de
Bruce McLaren, o fundador da equipa. Infelizmente, este mítico
fundador faleceu num trágico acidente numa corrida de testes em
1970, não fazendo decair a firmeza e poder da equipa em continuar
os seus sonhos.
Entre 1968 e 1973, Denny Hulme e Peter
Revson conquistaram 5 e 2 vitórias no Campeonato, respectivamente,
provando a evolução sólida da equipa no ambiente competitivo da F1
e permitindo vencer, em 1974, os Campeonatos de Construtores e
Pilotos. Emerson Fittipaldi foi o vencedor do Campeonato dessa
época, com uma vantagem de três pontos sobre Clay Regazzoni, depois
de vencer três GP. Hulme conquistou um GP, somando pontos para que
a McLaren vencesse pela primeira vez o título de Construtores.
Mais sucesso foi conseguido em 1976
quando James Hunt venceu o Campeonato após bater Niki Lauda por
apenas um ponto, graças à vitória que conseguiu na última corrida
da época no Mount Fiji. A Ferrari, no entanto, não conseguiu ser
impedida de vencer o título de Construtores nessa época.
Contrastando com o passado da equipa, a
McLaren baixou o seu desempenho entre Outubro de 1977 e Julho de
1981 ao não serem registadas quaisquer vitórias em Grandes Prémios
tendo o jejum terminado em Silverstone pelas mãos de John
Watson.
Sob nova administração, tutelada por Ron
Dennis e Mansour Ojjeh, a antiga associação com a Ford (datada já
de 1970) terminou, passando o motor da TAG-Porsche a dar o poder à
McLaren de vencer o Campeonato de Construtores em 1984 e 1985,
sendo Niki Lauda e Alain Prost os Campeões do Mundo nos respectivos
anos. Embora as duas épocas seguintes tenham pertencido à Williams,
Alain Prost conseguiu conquistar o Campeonato de Pilotos em
1986.
E foi então, em 1988, que o Mundo viu a
McLaren no auge do seu poder. Com o motor Honda debaixo do capot, a
McLaren apenas não conseguiu vencer uma corrida, levando todos os
títulos possíveis para casa de uma forma irrepreensível. A saída de
Ayrton Senna a duas voltas do fim do GP de Itália foi a causa de a
McLaren não ter conseguido um domínio perfeito do Campeonato. Após
essa época, a McLaren venceu mais três títulos de Construtores
consecutivos, sempre com Ayrton e Prost como donos dos respectivos
títulos de Campeões.
O domínio de 4 anos consecutivos da
McLaren ainda é recorde na História da F1, tendo sido interrompido
pela dobradinha da Williams em 1992, com Nigel Mansell atrás do
volante.
Após o anterior domínio da McLaren e da
vitória de Senna em Adelaide em 1993, a equipa deixou de subir a
qualquer pódio durante 3 anos consecutivos. Após os acordos
falhados com a Renault e a Ford, a McLaren finalmente encontrou o
seu parceiro ideal na marca da Mercedes. Mesmo assim, a equipa
teria de esperar até 1997 para que David Coulthard acabasse com a
desgraça no GP em Melbourne.
Após esse indício de evolução, a McLaren
conseguiu o título de Construtores em 1998 com 9 vitórias, com Mika
Hakkinen como Campeão. Na época seguinte, a loucura do piloto
finlandês fê-lo Campeão de novo, embora a Ferrari arrecadasse para
si o título de Construtores.
Após a Daimler-Chrysler adquirir 40% da
empresa, a McLaren foi declarada favorita para vencer todos os
títulos possíveis em 2000. No entanto, o vento tornou-se mais
favorável para a Ferrari, com auxílio das pobres exibições de
Hakkinen no início do Campeonato. Com o decorrer do mesmo,
Coulthard e Hakkinen conseguiram vitórias importantes, embora o
esforço da Ferrari acabasse por ser recompensado no final da época
com os títulos garantidos.
Para 2001, a equipa manteve Hakkinen e
Coulthard para a 6ª temporada consecutiva, mas os resultados
ficaram abaixo das expectativas para a equipa, que apenas conseguiu
4 vitórias, duas para cada um dos pilotos. A meio da época,
Hakkinen anunciou que não renovaria o contrato com a McLaren para a
próxima época, o que se revelou também como a sua retirada do
desporto automóvel.
As hipóteses da McLaren não melhoraram
muito em 2002, tendo em conta a fraca performance da Mercedes e a
falta de desenvolvimento mecânico dos motores. Toda a época
resumiu-se a uma mera vitória de Coulthard no Mónaco e da
infelicidade de Raikkonen ao perder o seu 1º lugar em França a duas
voltas do final, culpa do óleo derramado na pista. Na época
seguinte, a McLaren preparou uma equipa técnica de peso: Werner
Laurenz da BMW, Mike Coughlan da Arrow e John Sutton da Ferrari. O
carro tão esperado, o MP4-18, seria a maior esperança para
revalidar o poder de outrora da McLaren. No entanto, o carro teve
uma série de falhas técnicas nos testes, obrigando os pilotos a
correr com o mesmo carro da época passado. Apesar dessa lacuna
crítica, Raikkonen apenas falhou o título de Campeão por uma
distância de dois pontos face a Michael Schumacher.
Após a tão ansiada chegada do MP4-19 para
a nova época, a McLaren esperava maiores hipóteses para Kimi lutar
pelo título contra Schumacher. Infelizmente, esse mesmo modelo
provou-se como um dos piores carros ao serviço da equipa na sua
história. No entanto, a introdução do MP4-19B revelou-se como uma
lufada de ar fresco e impulsionou Kimi para uma fantástica vitória
em Spa. No entanto, já era tarde para a equipa se vingar nessa
época.
Em 2005, Coulthard foi substituído na
equipa pelo agressivo Juan-Pablo Montoya, conseguindo assim uma
dupla espectacular desde os tempos de Senna e Prost. Embora os
nomes fossem sonantes, Montoya começou mal a época depois do seu
"acidente de ténis", faltando aos GP do Bahrain e de San Marino.
Apesar da vitória de Montoya em Silverstone, o jovem piloto nunca
conseguiu manter um bom desempenho durante a época e Raikkonen teve
sempre problemas com o MP4-20. Apesar de ser o carro mais rápido em
pista, este chegou a deixar Raikkonen "pendurado" em quatro
fins-de-semana. Ainda assim, o piloto finlandês e a McLaren
conseguiram o 2º lugar nos respectivos Campeonatos.
Na época seguinte, a McLaren sofreu a
continuação dos problemas de performance e desempenho passados.
Apesar dos esforços da equipa, a McLaren nunca conseguiu vencer
qualquer uma das 18 corridas, apesar de ter subido algumas vezes
para o pódio. No meio de uma já péssima época, o pior ainda estava
para vir: no GP dos EUA, Montoya e Raikkonen chocaram um no outro
na primeira volta, gerando grandes discussões na equipa
relacionadas com o incidente. Pouco depois desse acontecimento,
Montoya anunciou o seu abandono da F1 para começar a sua carreira
em NASCAR. A direcção da McLaren, furiosa, rapidamente substituiu
Montoya por Pedro de la Rosa a título provisório. Logo no GP de
França, de la Rosa saiu-se bastante bem, conseguindo arrecadar
pontos para a McLaren.
Preparados para mudar as correntes do destino, a McLaren
contratou Fernando Alonso e Lewis Hamilton, dois grandes talentos
do desporto, para a época de 2007. Mas, apesar dos grandes nomes
que ambos representavam, a parceria revelou-se muito instável, dado
que a dupla revelava uma tensa rivalidade entre eles, chegando a
levar Hamilton a afirmar que a McLaren não o permitiria lutar pelo
título contra Alonso, sendo essa a mesma afirmação de Alonso após a
segunda vitória da época nos EUA arrebatada por Hamilton.
Um mês depois, na qualificação para o GP da Hungria, tanto
Hamilton como Alonso revelaram-se incorrigíveis. Hamilton
desobedeceu a ordens da sua equipa e Alonso permaneceu parado nas
boxes durante algum tempo, impedindo o seu colega de equipa de
substituir os pneus e conseguindo para si a "pole position". Toda
esta trama resultou na descida de Alonso para o 6º lugar da grelha
de partida, ficando Hamilton com a sua "pole position", e com a
McLaren impedida de marcar pontos para o Campeonato de
Construtores. A partir desse episódio, ambos os pilotos guerreavam
dentro e fora das pistas, deliciando a imprensa diária e
distraindo-os da conquista do título, objectivo que não alcançaram
nessa época.
Mas a má época não acabava já aí para a McLaren. Acusados de
possuir um segredo de tecnologia da Ferrari, a equipa de Woking foi
duramente processada pela FIA, retirando-a do Campeonato de
Construtores e multando-a em 50 milhões de libras, apesar das
declarações de Ron Dennis quanto à inocência da McLaren no
caso.
Necessitando de uma importante reconstrução, a McLaren contratou
Heikki Kovalainen para ser parceiro de Hamilton em 2008, retirando
Alonso dos quadros. Com o carro MP4-23 nas mãos, Hamilton começou
bem a época com uma vitória em Melbourne, com Kovailainen a
conseguir o 5º lugar. No entanto, a Ferrari não mostrou piedade e
venceu as 4 corridas seguintes. Depois de várias subidas ao pódio
de ambos os pilotos, Hamilton venceu no Mónaco para no GP seguinte,
no Canadá, abandonar a corrida logo no seu início. Foi também nesta
época que se registou a primeira vitória de Hamilton em casa, em
Silverstone, e a primeira vitória da carreira de Kovalainen na
Hungria.
Para dificultar a conquista do Campeonato de Pilotos, os rumores
de "conspiração contra a McLaren" voltaram, assim que Hamilton
dominou todo o GP da Bélgica mas apenas conseguiu o 3º lugar depois
de sofrer uma penalização de 25 segundos devido à vantagem injusta
que ganhou no corte de uma gincana. A direcção da McLaren apelou
contra a regra, mas sem sucesso. Apesar de mais algumas subidas ao
pódio por parte da dupla da McLaren, o Campeonato de Construtores
já estava praticamente entregue à Ferrari. Ainda assim, o
Campeonato de Pilotos estava dividido entre Felipa Massa e
Hamilton.
Os dois GP seguintes tiveram fins totalmente opostos. Enquanto a
"pole position" no Japão apenas resultou num péssimo 12º lugar,
Hamilton conseguiu vencer o GP da China. Para o último Grande
Prémio, Hamilton apenas necessitava da 5ª posição para vencer o
título. Ironicamente, Hamilton deu tudo por tudo e conquistou mesmo
a 5ª posição num GP vencido pelo rival Felipa Massa. Hamilton
consegue assim sagrar-se o Campeão mais novo da história da F1 e,
simultaneamente, acabar com a fome de títulos de que a McLaren já
sofria há 8 anos.
Com os fãs da McLaren a ansiar pelo retorno dos anos de glória
depois da excelente época de 2008, a época seguinte revelou-se como
a queda desse sonho. Mantendo a dupla Kovalainen e Hamilton, a
McLaren optou apenas por fazer mudanças na restante equipa. Um mau
início deu-se com a declaração da saída de Ron Dennis, o homem que
liderou a equipa que venceu na F1 com Alain Prost, Ayrton Senna,
Mika Hakkinen e Lewis Hamilton. Martin Whitmarsh, o novo chefe de
equipa, estava prestes a sofrer um baptismo de fogo, logo desde o
ponto em que ambos os pilotos da equipa ficaram no fundo da grelha
de partida para o GP da Austrália, revelando que a McLaren não
possuía um carro tão competitivo quanto o desejado.
Outro escândalo se avizinhava, prejudicando uma vez mais o nome
da McLaren. Apesar de Hamilton ter terminado a corrida em 4º lugar
com aquele carro, o 3º lugar foi-lhe atribuído devido à penalização
que Jarno Trulli sofreu após ter ultrapassado o piloto da McLaren
durante a fase de Safety Car. Alguns dias após o sucedido, Hamilton
e a McLaren foram chamados a depor numa reunião extraordinária da
FIA. Comunicações de rádio revelaram que a McLaren forneceu
informações falsas propositadamente a Hamilton, levando à
desqualificação da McLaren e de Hamilton do Grande Prémio.
Finalmente, no GP da Hungria, Hamilton introduziu a McLaren na
corrida ao título após ter marcado a sua primeira vitória da época.
Até ao final da época, Hamilton ainda conseguiu mais uma vitória na
Singapura e três subidas ao pódio no Japão, Brasil e Valencia, uma
contribuição importante para o 3º lugar da McLaren no Campeonato de
Construtores.
Infelizmente para Kovalainen, os seus 22 pontos conseguidos em
2009 não lhe garantiram um lugar na McLaren para a próxima época.
Apesar de Kimi Raikkonen ser nomeado favorito para o lugar, a
McLaren conseguiu colocar Jenson Button no lugar, o último Campeão
do Mundo. O novo nome da equipa mostrou dificuldades em conseguir
bons resultados nas qualificações com o MP4-25, mas conseguiu
vencer na China e na Austrália. As suas vitórias ficaram por aí,
dando lugar a boas exibições de Hamilton, que conseguiu vencer na
Turquia, Canadá e Bélgica, conseguindo lutar pelo título até ao
verdadeiro final da época, mas resumindo-se no final a um 4º lugar
no Campeonato. Ainda assim, a McLaren conseguiu o 2º lugar no
Campeonato de Construtores graças aos resultados de ambos os
pilotos.
Para 2011, Hamilton e Button permanecem na equipa e na batalha
pelo título, apesar da "desgraça" que o novo MP4-26 representa para
Martin Brundle. Os pilotos britânicos certamente apostarão toda a
sua perícia para bater velhos e novos rivais da F1.