Visão Geral
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A empresa de bebidas Red Bull entrou para
a F1 após comprar a equipa Jaguar Racing, posta à venda pela Ford
no final da época de 2004. A Red Bull Racing mostrou-se logo ao
Mundo do desporto com o despedimento de David Pitchforth e Tony
Purnell por discordarem com a contratação de David Coulthard para a
equipa. No entanto, as expectativas quanto ao poder da equipa em
pista eram muito baixas dada a herança deixada pelo motor Jaguar,
sendo a perspectiva de Christian Horner, novo chefe de equipa, de
construir fundações para o futuro.
Com David Coulthard como peça-chave para
o sucesso e com Christian Klien e Tonio Liuzzi também atrás do
volante, a Red Bull Racing começou o seu Campeonato em grande,
somando pontos em sete das primeiras oito corridas. Com desempenhos
regulares, a equipa conseguiu terminar a época em 7º lugar no
Campeonato de Construtores, 4 pontos atrás da BAR. A boa influência
de David Coulthard provou-se mais uma vez após ter convencido o
designer Adrian Newey a deixar a McLaren e ingressar na Red
Bull.
E começou a época de 2006 com os
primeiros pontos a serem conquistados por Klien no GP do Bahrain e
por Coulthard no GP da Austrália. No entanto, os problemas de
sobreaquecimento que o RB2 demonstrou nas sessões de testes no
início da época revelaram-se um problema, obrigando a sete
abandonos durante toda a época. O ponto alto da época foi a subida
ao pódio de David Coulthard no GP do Mónaco, querendo assim
celebrar o momento envergando uma capa de Super Homem. Por volta de
Julho, a equipa cessou os esforços no melhoramento do RB2 e
focou-se no novo carro para 2007. Um mês depois, foi anunciada a
saída de Christian Klien e a sua substituição por Mark Webber.
Ainda antes da época terminar, Klien foi substituído por Robert
Doornbos nas últimas três corridas para que o primeiro pudesse
participar no Champ Car americano.
Após a conquista de mais um 7º lugar no
Campeonato de Construtores, a Red Bull aspirava a grandes feitos
com o recém-chegado Mark Webber ao volante do novo RB3, totalmente
desenhado por Newey. Para além de dos nove problemas técnicos ou
mecânicos que o carro apresentou nas primeiras corridas do ano,
Coulthard e Webber sofreram cinco acidentes durante a época, não
sendo de grande ajuda para a ambição da equipa. No entanto, Webber
conseguiu subir para o pódio uma vez no GP da Alemanha após ter
conquistado o 3º lugar. Embora quase tenha conseguido o 2º lugar no
Japão, o novato Sebastian Vettel da Toro Rosso chocou com ele,
impedindo-o de estabelecer o sucesso. Apesar de todo o insucesso,
surpreendentemente a equipa ainda conseguiu o 5º lugar no
Campeonato de Construtores.
Novo carro, mesmos pilotos, ainda pior
prestação em 2008. Com um melhor carro em mãos, Webber ainda
conseguiu marcar 18 pontos nas primeiras oito corridas, apesar do
abandono de ambos os pilotos em Melbourne. Para além disso, Webber
conseguiu a primeira conquista da grelha da frente pela Red Bull em
Silverstone, enquanto Coulthard conquistou a única subida ao pódio
da Red Bull nesse ano, embora os seus fracos desempenhos nas
qualificações lhe tenham custado a possibilidade de conseguir mais
e melhor durante toda a época. Foi então que, no GP de Silverstone,
Coulthard anunciou a sua saída do desporto da F1, dando assim lugar
aos serviços da jovem promessa Sebastian Vettel. A época de 2008
acabou com um baixo 7º lugar da Red Bull nos Construtores.
Apesar de 2009 ter começado da pior forma
com poucos pontos somados nas duas primeiras corridas do ano, foi
na China que a Red Bull mostrou o verdadeiro poder do novo motor da
Renault, após Vettel acabar como líder do Grande Prémio, à frente
do seu colega Mark Webber. O mesmo se passou em Silverstone,
enquanto que no GP da Alemanha foi a vez de Webber liderar o
caminho a Vettel no caminho para a meta, sendo a corrida que marcou
a primeira vitória de Webber na sua carreira. Com tantos pontos
somados e com a crescente esperança da conquista do Campeonato por
Vettel, o destino deu um golpe fatal no jovem piloto após este ter
sofrido duas falhas no motor na Hungria e em Valencia. Os pilotos
da Red Bull continuaram a colocar pressão na tabela, com Vettel a
conseguir a vitória no Japão e Webber no Brasil. Contudo, o
principal rival de Vettel, Jenson Button da Brawn GP, fechou as
contas do Campeonato na penúltima corrida, onde Vettel apenas
conseguiu o 4º lugar. Apesar disso, a Red Bull deu o seu melhor em
Abu Dhabi e assim conseguiu os dois primeiros lugares da corrida,
pela quarta vez nessa época. Todo o esforço e bons desempenhos
foram recompensados com o 2º lugar no Campeonato de Construtores -
um grande feito para a história da Red Bull Racing.
E como em equipa que ganha não se mexe, a
Red Bull manteve ambos os pilotos e o motor Renault para 2010,
sendo assim considerada uma equipa favorita para o título, tal como
a Red Bull o desejava ser. O novo RB6 desenhado por Newey prometia
maravilhas, no entanto os pilotos tiveram dificuldades em algumas
qualificações devido a problemas mecânicos inerentes ao carro.
Vettel acabou ainda assim por conquistar a "pole position" nos dois
primeiros GP, sucesso contrastado pelo embate sofrido entre Webber
e Lewis Hamilton, sendo um pesadelo no início de época para o
piloto australiano.
A partir daí, a sorte mudou até ao GP da
Turquia. Webber começou a mostrar todo o seu potencial em pleno na
Europa, vencendo em Espanha e no Mónaco e levando consigo Vettel ao
pódio. Os dois pilotos da Red Bull eram os favoritos para a
conquista do título de Campeão. No entanto, a ambição pelo título
levou a um mau momento na equipa no GP da Turquia, assim que Vettel
se aproximou do líder Webber. O piloto australiano não estava
disposto a ceder facilmente a sua posição, acabando num choque
entre os dois pilotos, resultando no consequente abandono de Webber
e na passagem pelas boxes de Vettel, que acabou por conseguir a 3ª
posição.
Os pilotos acabaram por se culpar um ao
outro e Horner referiu que Webber não tinha dado espaço suficiente
a Vettel na curva. Como sinal de boa fé, Webber assinou contrato
com a Red Bull até ao final de 2011. Ainda assim, o mau ambiente
resultou em desempenhos bem mais baixos do que a Red Bull tinha
acostumado os seus fãs nessa época, conseguindo 4º e 5º lugares por
Vettel e Webber, respectivamente. No entanto, não passou tudo de um
susto, pois Vettel conquistou a "pole" e mais uma corrida no GP da
Europa. Mas mais uma guerra se acendeu, desta vez em Silverstone,
com Webber a acusar que o favoritismo da equipa em relação a Vettel
tinha chegado aos limites, alegando que apenas Vettel tinha
recebido no seu carro uma nova asa frontal. Nesse Grande Prémio,
apesar de Vettel conseguir a "pole", Webber acabou por vencer a
corrida e fazendo-o gracejar "nada mau para um segundo piloto,
eh?".
As hostes terminaram assim que Webber
conquistou novo Grande Prémio, desta vez na Hungria, alargando a
sua liderança face a Vettel mas também a novos lutadores pelo
título como Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Vettel tornou a
batalha mais acesa ainda após ter vencido no Japão e no Brasil,
sendo possível que qualquer um dos quatro pilotos na liderança
pudesse vencer o Campeonato na última corrida. Após a conquista do
título de Construtores por parte da Red Bull no Brasil, todos os
olhos estavam postos sobre Alonso e Webber, os dois favoritos para
a conquista do título. Mas um desempenho mordaz, calmo e rápido
levou a que Vettel vencesse a corrida sem que ninguém o previsse,
com Alonso e Webber a terminar em 7º e 8º lugares, respectivamente.
Este feito tornou Vettel o mais jovem Campeão do Mundo de F1. Outro
recorde foi então batido, com Newey a ser o único homem a vencer
três títulos de Construtores em três diferentes equipas - Williams,
McLaren e Red Bull Racing.
Apesar de correrem rumores acerca da
contratação de Vettel por parte da Ferrari, a Red Bull conseguiu
ser mais rápida e assumiu contrato de longo termo com o alemão.
Christian Horner e Adrian Newey receberam novos contratos para
2011, ficando assim a mesma equipa vencedora totalmente a postos
para atacar novamente o título na nova época.