Visão Geral
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A história da Sauber inicia-se no homem,
Peter Sauber, que ingressou na F1 em 1993 como uma equipa privada,
ficando desde logo reconhecida como a equipa privada que mais
resistiu em firmar uma parceria com um grande fabricante. No
entanto, a luta terminou em 2005 após a venda da equipa à BMW,
tendo em conta os poucos recursos financeiros e a chegada ao limite
da resistência ao inevitável - a necessidade de um motor financeiro
capaz de levar a equipa para a frente.
Com o Campeão do Mundo Jacques Villeneuve
e Felipe Massa prontos para a época transacta, a Sauber esperava
conseguir melhorar a sua performance tal como em 2004. Mas nada foi
como esperado, começando pelas críticas da imprensa pela decisão da
Sauber em contratar um piloto que no ano passado só esteve bem em
três GP, Jacques Villeneuve. Um pouco de silêncio se abateu na
imprensa assim que o piloto francês/canadiano conquistou o 4º lugar
em San Marino. Infelizmente para a Sauber, esse foi o ponto mais
alto da época, não existindo qualquer outro acontecimento de
importante registo, revelando-se numa triste época. Ainda nesse ano
e no final do GP da China, o chefe de equipa Peter Sauber anunciou
a sua saída da F1, deixando a equipa no 8º lugar do Campeonato de
Construtores.
E foi ainda em 2005 que foi anunciada a
venda da Sauber à BMW, que assumiu posse oficialmente no dia 1 de
Janeiro de 2006. Rapidamente contrataram Nick Heidfeld, com o qual
já tinham trabalhado na Williams e decidiram manter a honrosa
presença de Villeneuve por mais dois anos na equipa. Renomeando a
equipa para BMW-Sauber, tudo estava pronto para atingir o sucesso.
Infelizmente, o início de época não foi dos melhores, com
Villeneuve a sofrer uma falha no motor e Heidfeld a terminar num
pobre 12º lugar. A compensação acabou por vir no próximo Grande
Prémio, com Villeneuve a conseguir os primeiros dois pontos para a
equipa ao acabar em 7º lugar. No entanto, foi a ver de Heidfeld
sofrer uma avaria no motor, abandonando a corrida. Ambos
conseguiram cruzar a linha da meta no GP da Austrália, com Heidfeld
a terminar em 4º lugar e Villeneuve em 6º lugar. No entanto, o
desempenho dos rivais começou a crescer e a Sauber começou a ficar
para trás, com apenas 10 pontos conquistados nas 9 corridas
seguintes.
A situação mais grave da época surgiu no
GP da Alemanha, em que ambos os pilotos se acidentaram na 1ª volta.
Algumas voltas depois, Villeneuve sofreu um ainda maior acidente e,
apesar de não ter saído ferido do sucedido, foi-lhe aconselhado a
afastar-se das pistas por uns tempos, sendo substituído por Robert
Kubica, piloto de testes da Sauber.
E foi no GP da Hungria que Heidfeld
sentiu o pódio debaixo dos pés, confirmando o regresso da
BMW-Sauber. Kubica conseguiu um bom 8º lugar mas sofreu
desqualificação devido ao peso a menos que possuía no carro. A
época continuava a registar altos e baixos para a equipa, tal como
se registou em Istambul e em Itália. Enquanto que no primeiro não
conseguiram marcar qualquer ponto devido à escolha dos pneus
Michelin, em Itália Kubica conseguiu subir ao pódio, a segunda
subida da época para a equipa. A época acabou por resultar em
sucesso, com a conquista do 5º lugar de Construtores graças a mais
duas subidas ao pódio por parte de Heidfeld.
Mantiveram-se ambos os pilotos para a
época de 2007, época que se revelou altamente produtiva para a
equipa. A sua excelente forma começou logo a ser mostrada na
pré-época, em que o F1.07 mostrava bom ritmo e desempenho. A equipa
apenas sofreu 6 abandonos de pista na época, das quais cinco foram
devido a falhas mecânicas, o que se traduziu num resultado total
muito bom para a 2ª época de uma nova equipa. Heidfeld conseguiu
subir ao pódio duas vezes nessa época, contribuindo em grande parte
para a conquista do 2º lugar de Construtores para a BMW-Sauber,
graças também à pequena ajuda da McLaren após o escândalo de
espionagem, que resultou na sua saída do Campeonato. A equipa era
já considerada uma força em ascensão na F1.
Após essa época memorável, a equipa
decidiu manter ambos os pilotos para mais um ano. Heidfeld não
podia começar melhor a época, conseguindo o 2º lugar no GP da
Austrália e Kubica, para não ficar atrás na equipa, terminou o GP
da Malásia também em 2º lugar. Kubica conseguiu um bom 3º lugar no
GP do Bahrain após ter feito história na equipa, começando na "pole
position" desse mesmo Grande Prémio.
Pontos continuaram a ser somados e foi então, na 7ª corrida do
ano que Kubica se afirmou como lutador pelo título desse ano, após
ter vencido o seu primeiro GP no Canadá, liderando o 2º lugar
conseguido por Heidfeld. A excelente forma da equipa continuou com
o 2º lugar de Heidfeld em Silverstone. Ambos os pilotos continuaram
a dar o seu melhor, mas Kubica não conseguia alcançar os líderes do
Campeonato Felipe Massa e Lewis Hamilton. Para terminar a época em
grande, Kubica conseguiu mais três subidas ao pódio e Heidfeld mais
uma, conseguindo o 3º lugar de Construtores para a equipa com um
recorde de 135 pontos.
As expectativas eram altas em 2009, dado o trabalho prematuro no
desenvolvimento do novo carro e a manutenção dos dois
pilotos-maravilha na equipa. Ao contrário do esperado, acabou por
ser um ano desastroso para a BMW-Sauber. Ambos os pilotos não se
encontravam no mesmo ritmo, com apenas Heidfeld a marcar pontos até
o GP da Turquia chegar. Com a época a correr mal, os patrões da BMW
consideravam já no final de Julho no GP da Hungria em abandonar o
desporto. Ambos os pilotos deram o seu melhor para impressionar
outra equipas, com Kubica a conseguir o derradeiro esforço no GP do
Brasil ao conseguir conquistar o 2º lugar. A equipa acabou em 5º
lugar no Campeonato com apenas 36 pontos, muito abaixo do
esperado.
Após 4 anos de saudade, a BMW vendeu a equipa de novo para Peter
Sauber, que optou por renovar tudo na sua equipa. Os motores
Ferrari foram a opção para colocar debaixo do capot e a raça de
Kamui Kobayashi e a experiência de Pedro de la Rosa iriam
colocar-se ao volante para 2010. Apesar de a equipa mostrar um bom
desempenho na pré-época, os problemas técnicos eram habituais no
princípio da época, levando a que não tenha sido marcado qualquer
ponto. Com estes resultados e com o patrocínio da Burger King em
algumas corridas, era difícil conquistar mais patrocinadores.
Finalmente, Kobayashi terminou o jejum e marcou um ponto no GP da
Turquia, seguido da sua tremenda prestação no GP da Europa, em que
bateu Fernando Alonso e Sebastian Buemi nas duas últimas voltas,
conquistando assim o 7º lugar. Mais pontos caíram na soma, com o 6º
lugar em Silverstone e com a dupla soma no GP da Hungria, com de la
Rosa em 7º lugar e Kobayashi em 9º lugar. Chegado o GP da
Singapura, foi anunciado que Heidfeld substituiria de la Rosa nas
últimas cinco corridas. Heidfeld não perdeu tempo e marcou pontos
no Japão e na Coreia, em conjunto com o seu colega Kobayashi. Sendo
impossível um melhor resultado, a equipa terminou em 8º lugar nos
Construtores com uma soma total de 44 pontos.
Para a nova época de 2011, Kobayashi mantém-se ao volante na
liderança da equipa face ao seu novo colega, o novato Sergio Perez,
que traz consigo importantes patrocínios para a equipa, na
esperança de que consigam evoluir no mundo da F1 como outrora já
aconteceu.