Visão Geral
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Após a sua fundação em 1968, a Williams
lutou arduamente para se manter na F1 durante 11 anos e só em 1979,
na posse de um carro construído por Patrick Head, é que a Williams
se estabeleceu como uma das melhores equipas no desporto. Nessa
época conseguiram a primeira vitória da sua história em
Silverstone, seguida por mais quatro vitórias até ao final da
época, conseguindo terminar em 2º lugar no Campeonato de
Construtores, atrás da mítica Ferrari.
O poder da equipa subiu ao máximo em 1980
e 1981, anos em que foram vencidos os títulos de Construtores. Em
1980 e 1982, a Williams conseguiu também arrecadar o Campeonato de
Pilotos, pelas mãos de Alan Jones e Keke Rosberg, respectivamente,
sendo a vitória de Keke deveras estranha, depois de apenas ter
conseguido uma vitória num Grande Prémio.
Em 1985, a Williams assinou um acordo com
a Honda, um acordo que daria os seus frutos em 1986 e 1987, épocas
em que venceram o título de Construtores. No entanto, em 1988, a
Williams sofreu um grande revés, depois da Honda fazer novo acordo
com a Ferrari e perdendo Nigel Mansell para a mesma equipa rival,
restando para a Williams correr com o motor Judd e deixar passar
uma época desastrosa para a equipa.
Na época seguinte, a Williams conseguiu
um acordo com a Renault e a pouco e pouco começaram a recuperar a
sua boa forma, até os fortes ataques ao título se iniciarem a
partir de 1991. E finalmente, em 1992 e 1993, a Williams assumiu
tudo como sendo seu e venceu com clareza os Campeonatos de Pilotos
e Construtores com Alain Prost e Nigel Mansell como pilotos. Mais
um título de Construtores se avistou em 1994, apesar do trágico
falecimento de Ayrton Senna após 3 corridas. Registou-se em 1995 um
ano em branco, após a Benetton ter conseguido o desejado título de
Construtores, mas a Williams recuperou o seu domínio e venceu mais
dois títulos de Construtores em 1996 e 1997.
No entanto, o fim do acordo com a Renault
antes da época de 1998 adivinhava uma época seguinte muito difícil
na posse do motor Mecachrome. Sendo assim, a Williams lutou em 1998
e 1999 com os motores Mecachrome e Supertec por algo que já se
previa como perdido. Apesar dos bons desempenhos de Ralf
Schumacher, nada mais podia ser feito para impedir que fossem as
piores épocas da história da Williams.
Já na época de 2000 e com carros equipados com motor BMW, Ralf
Schumacher mostrou que a equipa podia ser competitiva ao conseguir
o 3º lugar no GP da Austrália. Contudo nada podiam fazer contra a
força da Ferrari e McLaren, aproveitando-se as excelentes
performances de Ralf Schumacher e do jovem Jenson Button.
Na época seguinte, chegou um novo piloto para fazer parceria com
Ralf Schumacher, o colombiano Juan Pablo Montoya, por troca com
Button para a Benetton. A escolha do piloto foi acertada, abrindo
logo o jogo após ter feito uma linda ultrapassagem a Michael
Schumacher no GP do Brasil. A Williams voltava a evoluir, com Ralf
a conseguir vencer três corridas e Montoya a vencer uma.
Infelizmente, a evolução voltou a quebrar em 2002.
Mesmo possuindo o motor mais poderoso de todos naquela época, as
falhas na aerodinâmica foram constantes no FW24, por culpa de Geoff
Willis, resultando numa época falhada com um total de uma
vitória.
A época de 2003 revelou-se muito mais acesa, com a Williams
perto de bater a Ferrari nos Construtores, depois de quatro
vitórias em GP e inúmeras subidas ao pódio, terminando a época
apenas a um intervalo de 14 pontos dos líderes.
Na época seguinte, um carro radical com uma nova asa frontal
nada fez para manter ou melhorar os resultados da Williams. A
equipa acabou por desistir do novo design do carro e substitui o
director técnico Patrick Head pelo australiano Sam Michael. Para
além dessa saída, foi anunciada a partida de Montoya para a McLaren
e de Ralf para a Toyota. Tal como esperado, Mark Webber juntou-se à
equipa, assim como o piloto de testes Antonio Pizzonia. No entanto,
Nick Heidfeld acabou por ser o segundo piloto escolhido para
correr. Pizzonia acabou por correr por Heidfeld em alguns GP numa
época que se revelou desastrosa e que fez considerar a Williams
como equipa mediana da F1.
Devido a todas as falhas, a Williams e a patrocinadora BMW
culpavam-se uma à outra por todos os erros cometidos, resultando no
fim do acordo entre ambas e levando a BMW a decidir adquirir a
Sauber. Para além da BMW, a HP também cessou o patrocínio à
Williams e Button, que tinha prometido ingressar na Williams na
época de 2006, voltou com a palavra atrás e assinou pela Honda,
equipa na qual julgava ter maiores possibilidades de conquistar o
desejado título.
Para 2006, Sir Frank Williams decidiu assinar um acordo com a
Cosworth como nova fornecedora dos motores da equipa. Após a saída
de Heidfeld para a BMW-Sauber, a contratação de Nico Rosberg
revelou-se como outro golpe de risco. No entanto, Rosberg mostrou
capacidades ao conseguir o 7º lugar e a volta mais rápida no GP da
Austrália que, em conjunto com o 6º lugar de Webber, marcavam uma
boa série de pontos iniciais para a campanha da Williams.
Infelizmente, esse fora o ponto mais alto da equipa na época. Tal
como no GP da Malásia, em que ambos os pilotos sofreram avarias
hidráulicas e de motor e abandonaram a corrida, a Williams sofreu
mais quatro duplos abandonos até ao final da época. Apesar dos
esforços dos pilotos, tal como a manutenção do 3º lugar de Webber
no GP do Mónaco, o carro nunca aguentava o ritmo até ao final das
corridas, levando a que essa possibilidade de Webber subir ao pódio
fosse por água abaixo na 48ª volta. No final, os poucos pontos
conseguidos colocaram a Williams no 8º lugar de Construtores, sendo
considerada por Frank Williams a pior época da equipa numa
década.
Para a próxima época, a Williams segurou Rosberg e Webber foi
substituído pelo piloto de testes Alex Wurz. Para além disso, um
novo acordo com a Toyota e outros patrocinadores prometia uma
equipa renovada pronta a lutar. Apesar dos pontos conquistados por
Rosberg nas primeiras corridas, Wurz acabou por ultrapassar os
resultados do seu colega alemão, chegando mesmo a conseguir um 3º
lugar no GP do Canadá. Entretanto, Rosberg tomou as rédeas de novo
e marcou pontos em cinco dos últimos sete GP, garantindo à Williams
o 4º lugar no Campeonato de Construtores. Para uma equipa que já
não encontrava qualquer brilhantismo há anos, era um óptimo
resultado e com perspectivas para evolução.
Mais uma vez, Rosberg ganhou um novo parceiro para 2008, desta
vez o novato Kazuki Nakajima. Para alegrar as expectativas, o 3º
lugar e o 6º lugar de Rosberg e Nakajima em Melbourne revelavam um
grande começo de época. Mas, para não variar muito a história da
Williams, Rosberg passou mais tempo a lutar pelo desempenho do
carro do que propriamente contra os seus rivais e Nakajima não se
revelava à altura das ambições da Williams. Ainda assim, Rosberg
conseguiu o 2º lugar no GP da Singapura, contribuindo em grande
parte para os míseros 26 pontos da Williams, terminando a época em
8º lugar.
Como a F1 é e sempre será um desporto cheio de surpresas, a
Williams acabou por renovar contrato com Nakajima, enquanto o
contrato do fantástico Rosberg acabava em 2009. Já na nova época, a
Williams começou com bons desempenhos, mas acabou por perder todo o
ritmo necessário para acompanhar os líderes. Rosberg deu sempre o
seu melhor, qualificando-se em posições altas, mas nunca
conseguindo chegar ao pódio. A meio da época, nos GP europeus, o
piloto alemão conseguiu dois 4º lugares e três 5º lugares,
terminando a época em 7º lugar no Campeonato de Pilotos. O seu
colega de equipa Nakajima não conseguiu marcar qualquer ponto,
levando a Williams a afirmar que não renovaria o seu contrato. No
entanto, Rosberg tinha declarado que mudaria de equipa caso a
Williams não lhe fornecesse um carro mais competitivo.
Rosberg manteve a sua palavra e ingressou na Mercedes GP assim
que o seu contrato expirou. Com duas vagas a preencher, a Williams
optou por contratar alguém experiente e um novato. Dessa forma,
acabaram por contratar Rubens Barrichello e Nico Hulkenberg para a
época de 2010. Possuindo um motor Cosworth, o Williams FW32
mostrava sinais de ser um carro realmente competitivo. Na
realidade, o carro era muito bom nas qualificações, mas as longas
distâncias não o favoreciam de forma alguma, sendo assim difícil
sonhar sequer com uma chegada ao pódio. Nas mãos de Barrichello, o
piloto brasileiro apenas conseguiu um 4º lugar no GP da Europa como
o seu melhor resultado. Todos susteram a respiração assim que
Hulkenberg conseguiu a "pole position" no GP do Brasil, ficando à
frente de Sebastian Vettel. No entanto, Hulkenberg cedeu a todo o
potencial dos pilotos rivais, terminando a corrida em 8º lugar. No
final da campanha, a Williams situou-se em 6º lugar com 69
pontos.
Renovando a parte novata da equipa, a Williams substituiu
Hulkenberg pelo piloto venezuelano Pastor Maldonado, tornando-se
colega de equipa de Barrichello. E assim se inicia mais uma época
na longa história da Williams, com o coração de cada fã a ansiar
pela vitória que ditará o regresso aos bons tempos de outrora.