Visão Geral
Nascido a 15 de outubro de 1983em São Paulo, Bruno Senna Lalli é
filho de Viviane Senna e de Flávio Lalli, e sobrinho de Ayton
Senna, que nasceu depois da sua mãe. Começou a correr nos karts na
fazenda da família e ajudado pelo seu tio famoso. Consta que certo
dia disse aos jornalistas: "Se acham que sou rápido, esperem até
verem o meu sobrinho." Contudo, quando o tio morreu, em1994, asua
carreira ficou parada por dez anos.
Quando Bruno tripulou alguns dos carros do seu tio, em 2004,
decidiu regressar à competição, emigrando para a Grã-Bretanha e a
correr na formula BMW, através da Carlin, com alguns resultados. Em
2005 passa para a Formula 3, correndo pela Raikkonen Robertson
Racing, onde fez uma polé-position e conseguiu três pódios,
terminando o ano na décima posição. Em 2006, continuou na Formula 3
britânica, onde apesar de um bom começo, terminou a temporada na
terceira posição, com cinco vitórias de nove pódios. Participou na
Marlboro Masters de Zandvoort, onde acabou na sétima posição.
Em 2007, rumou para a GP2, ao serviço da Arden. Venceu a sua
primeira corrida em Espanha e subiu ao pódio por mais duas vezes,
terminando o ano na oitava posição. No ano seguinte, continuou na
GP2, desta vez ao serviço da iSport, venceu mais duas corridas, uma
delas no Mónaco. Ainda teve mais quatro pódios, três pole-positions
e uma volta mais rápida, e no final da temporada, acabou como
vice-campeão. Antes, na GP2 Asia, conseguiu dois pódios e três
voltas mais rápidas, terminando na quinta posição.
O passo seguinte iria ser a Formula 1, mas isso não foi fácil.
Tripulou um Honda num teste de final de temporada, e falou-se que
estaria nos planos do construtor japonês, mas a equipa retirou-se
de cena no fim de 2008, fazendo com que ficasse sem volante para
guiar. Acabou a guiar um carro da ORECA nas 24 horas de Le Mans, ao
lado de Tiago Monteiro e Stéphane Ortelli, mas desistiu.
Em 2010 conseguiu por fim entrar na categoria máxima do
automobilismo, mas foi pela Hispânia Racing Team, onde não
conseguiu sair da cauda do pelotão. O seu melhor resultado foi um
14ª lugar na corrida da Coreia. Na temporada seguinte, tornou-se
terceiro piloto da Renault, e foi encarado como possível substituto
de Robert Kubica quando teve o seu acidente, mas a equipa
decidiu-se pelo alemão Nick Heidfeld. Contudo, no final de Agosto,
no GP da Bélgica, a Renault decidiu dispensar os serviços de
Heidfeld e o colocou ao volante como titular, até ao final da
temporada.
Em 24 de agosto de 2011, foi confirmado pela Lotus Renault como
piloto titular para o Grande Prémio da Bélgica, substituindo
Heidfeld.[11] Na corrida, ele largou em 7º, mas colidiu com Jaime
Alguersuari logo na primeira curva, sendo punido por isso no
decorrer da prova. Bruno cruzou a linha de chegada na décima
terceira colocação. No dia 2 de setembro de 2011 após um acerto de
rescisão contratual entre o piloto Nick Heidfeld e a equipe Lotus
Renault, Bruno foi confirmado como piloto titular para o restante
da temporada.
Em 11 de setembro, Bruno conquistou os primeiros pontos na
carreira ao chegar em nono lugar no Grande Prêmio da Itália,
acabando depois por não renovar com a Renault.
Em 17 de janeiro de 2012, a equipe WilliamsF1 anunciou o piloto
brasileiro como titular para correr a temporada 2012 na vaga de
Rubens Barrichello.