Visão Geral
Fernando Alonso entrou para a F1 aos 19
anos, correndo pela Minardi em 2001 no GP da Austrália. Foi desde
logo óbvio que Alonso era um piloto demasiado rápido para não lhe
ser dado crédito suficiente. Devido a isso, Flavio Briatore
promoveu Alonso para piloto de testes da Renault, sendo depois
contratado como piloto de Renault em 2003.
A partir dessa época, nada mais impediu a
sua subida. Dentro dos 12 meses seguintes, a F1 presenciou Alonso
como sendo o piloto mais jovem a subir ao pódio, o mais novo a
estabelecer uma volta mais rápida e a sua vitória no GP da Hungria
fez dele o piloto mais jovem a vencer um Grande Prémio. De forma a
triunfar ainda mais em 2004, a Renault manteve-o na equipa, embora
praticamente toda a época de 2004 fora fraca, exceptuando na 2ª
metade do Campeonato, em que Alonso ainda arrebatou dois 3ºs
lugares em Hockenheim e Budapeste.
No entanto, nada previu a subida
fantástica da sua forma que se sentiu em 2005, ficando claro que
Fernando Alonso seria o rei da F1 nesse ano. Com o seu carro R25 e
pneus Michelin, Alonso tirou partido do excesso de confiança dos
seus rivais e arrecadou assim o tão desejado título de Campeão,
depois de 7 vitórias e 8 subidas ao pódio, estabelecendo assim o
recorde de piloto mais jovem a ser Campeão da F1. Alonso conquistou
o título no final do GP do Brasil, acabando com o reino de 5 anos
de Michael Schumacher, a caça pelo título de Kimi Raikkonen e a
sede de títulos de Espanha.
Apesar do anúncio em Novembro de 2005 de
que Alonso se juntaria à McLaren em 2007, Alonso permaneceu ao lado
da Renault em 2006 na companhia de Giancarlo Fisichella. Tal como o
previsto, Alonso lutaria pela renovação do seu título, embora não
seria tão fácil como na época passada, não só devido a diversas
controvérsias e à abolição dos amortecedores da Renault, como
também devido ao ritmo elevado de Michael Schumacher, constituindo
um dos maiores candidatos ao título. No entanto, devido aos azares
de Schumacher nas duas últimas corridas, Alonso conseguiu renovar o
seu título de Campeão do Mundo após a conquista do 2º lugar no GP
do Brasil.
Após se tornar bi-campeão, a primeira
época - e, provavelmente, a sua última - com a McLaren não surtiu
os efeitos esperados. Embora tenha conseguido 4 vitórias e ter
acabado em 3º lugar no Campeonato de Pilotos a um ponto do 1º
lugar, a sua época foi recheada de discussões e acusações.
A primeira ocorreu no episódio de
Stepneygate, em que foram descobertos os e-mails entre Alonso e o
piloto de testes da McLaren Pedro de la Rosa, garantindo uma multa
avultada e a desqualificação da McLaren do Campeonato de
Construtores. A segunda baseou-se nas discussões de Alonso com Ron
Dennis relativamente à forma como preferia ser tratado. A terceira
baseou-se nas constantes lutas entre Alonso e Lewis Hamilton na
pista. Foram os piores momentos que Alonso passou na F1, sendo
considerado um vilão no final da época. Foi depois anunciado que
Alonso deixaria a McLaren dado que ambas as pares falharam no
acordo, pois não era possível continuarem a trabalhar juntos.
Após o anúncio de que a Renault não seria
castigada por possuir informação técnica secreta da McLaren, Alonso
retornou para a equipa que lhe deu tantas glórias no passado.
Apesar de em 2008 não ter garantido o título de Campeão, o piloto
espanhol mostrou a sua qualidade como um dos melhores pilotos da
F1, mostrando que consegue estabelecer ritmos acima da capacidade
máxima do carro.
Após um mau início de Campeonato, Alonso
virou totalmente o jogo ao vencer os Grandes Prémios da Singapura e
Japão para a Renault. Terminou a época no 5º lugar, à frente do seu
substituto na McLaren, Heikki Kovalainen, e ajudando a Renault a
conquistar o 4º lugar no Campeonato de Construtores.
Alonso manteve-se na Renault em 2009, uma
época para esquecer na memória do jovem piloto, não só por ter
apenas conseguido subir uma vez ao pódio em Singapura, como também
devido à controvérsia gerada como resultado da acusação de Nelson
Piquet Jr, colega de equipa de Alonso, sobre Flavio Briatore,
depois de este o ordenar a abandonar a corrida de Singapura,
permitindo a possível vitória de Alonso.
Apesar de ter sempre negado o seu
envolvimento nesse episódio, Alonso deve ter respirado de alívio
após ter recebido uma proposta da Ferrari para substituir Kimi
Raikkonen na equipa.
A época de 2010 começou em grande assim
que Alonso venceu o GP da Austrália. Mas, a partir daí, os pilotos
da Ferrari sofreram imensas derrotas devido a demasiados erros por
parte da Ferrari. Depois de a imprensa italiana e espanhola
referirem que Alonso estava prestes a "ceder sob pressão", a
Ferrari ia conquistar os dois primeiros lugares no GP da Alemanha,
com Felipe Massa na liderança. Tudo isso mudou assim que Massa
recebeu ordens para deixar passar Alonso para que arrecadasse uns
preciosos 7 pontos.
O escândalo e a multa associada foram
ténues para a Ferrari, tendo em consideração que Alonso subiu a sua
performance nas corridas seguintes, conseguindo a vitória em
Itália, Singapura e Coreia, colocando-o na luta pelo título. Alonso
já tinha uma mão no título com a sua liderança no GP final em Abu
Dhabi mas, uma vez mais, um erro da Ferrari deitou tudo a perder. A
Ferrari optou que Alonso marcasse passo em relação a Mark Webber e
não que Alonso seguisse a mesma estratégia que Sebastian Vettel,
tornando a ultrapassagem impossível para Alonso, que apenas
conseguiu vislumbrar a traseira do Renault de Vitaly Petrov e
Vettel a conquistar o título por uma distância de 4 pontos.
Esperam-se histórias diferentes na
presente época de 2011, assumindo que a Ferrari e Fernando Alonso
têm o que é preciso para alcançar a glória no Campeonato de F1.