Visão Geral
Tido como um promissor jovem piloto,
Trulli começou a sua carreira na F1 na Minardi em 1997 antes de
mudar para a equipa Prost logo depois de ter ocorrido um terrível
acidente envolvendo Olivier Panis em Montreal.
Depois do regresso do piloto francês,
Trulli mostrou o seu melhor, apesar da conquista de um 4º lugar em
Hockenheim e uma grande corrida feita no GP da Áustria, no qual
apenas a explosão do motor lhe impediu de obter uma grande vitória,
já lhe garantir um lugar garantido ao lado de Panis na época
seguinte.
Um carro muito inadequado marcou o ano de
1998, tornando-se numa época muito frustrante, sendo o 6º lugar em
Spa o melhor que Trulli conseguiu em toda a época. O
descontentamento de Trulli continuou, assim que a época de 1999
terminou pessimamente devido à fraca performance do carro. Já em
2000, Trulli juntou-se à Jordan, formando equipa com Heinz-Harald
Frentzen, resultando daí uma época tão frustrante como as
anteriores. No entanto, as esperanças de Trulli cresceram em 2001,
dado o alinhamento do motor Honda a ser integrado, tornando o carro
mais competitivo. Mas, uma vez mais, Trulli enganou-se nas suas
previsões, nunca conseguindo bons resultados nas corridas apesar
das suas boas prestações nas qualificações. Os seus melhores
resultados nessa época foram a conquista do 4º lugar em
Indianapolis e Barcelona, terminando em 9º no Campeonato com 12
pontos totais.
Em 2002, efectuou a troca de equipas com
Giancarlo Fisichella, estabelecendo a sua posição na Renault. Logo
de início, Trulli mostrava melhores resultados do que Jenson Button
e a meio de época tirou proveito de um melhoramento dos motores da
Renault. No entanto a sua performance não evoluiu durante a época,
permitindo que o ritmo de Button o ultrapassasse e assim marcasse
mais pontos. No entanto, foi afirmado que Trulli se encontrava
muito limitado devido à falta de confiança da Renault - que caso o
seu carro estivesse um pouco melhorado, ambos os pilotos teriam o
mesmo ritmo.
A época seguinte foi mais uma desilusão
para a carreira de Trulli. Liderada por azar e falta de confiança,
a sua reputação foi mais uma vez afectada assim que Fernando
Alonso, outro "protegido" de Flavio Briatore, retirou os louros
devido a uma série de bons resultados.
O máximo da sua performance em 2004
observou-se através da sua corrida sem quaisquer falhas no Mónaco,
na qual aguentou um Button persistente, merecendo por inteiro a sua
vitória no Grande Prémio. Apesar desta vitória, Briatore indicou
que não renovaria o contrato com Trulli. A partir desta afirmação,
as prestações de Trulli desceram assim como a relação com a sua
equipa. Após uma série de corridas desapontantes e acusações de a
Renault lhe fornecia um carro inferior para correr, a equipa
terminou o seu contrato a três corridas do final do Campeonato.
Entretanto, tinha sido confirmado que Trulli tinha assinado um
contrato com a Toyota, sendo possível uma troca imediata com a sua
nova equipa e a correr no GP do Japão. Com o fraco modelo TF104,
Trulli obteve performances seguras na restante época.
Trulli entrou na época de 2005
determinado a cumprir a promessa da Toyota em garantir subidas ao
pódio nesse ano. No final do 5º GP, Trulli já contava com três
subidas ao pódio, conseguindo o 2º lugar na Malásia e no Bahrain.
Embora as suas performances fossem boas, o seu colega de equipa
Ralf Schumacher ultrapassou-o na tabela de pontos pela altura do GP
da China.
Mantendo-se na Toyota na época seguinte,
Trulli esforçou-se para assegurar pontos logo desde início. O facto
é que os primeiros pontos conquistados apenas foram somados na 9ª
corrida da época, no GP do Canadá. No final de contas foi uma
campanha desapontante para Trulli, que terminou com 15 pontos e no
12º lugar no Campeonato.
Ainda na Toyota em 2007, Trulli marcou os
seus primeiros pontos na Malásia, acabando a corrida em 7º lugar.
Depois de mais uma soma de pontos em Bahrain, o circuito espanhol
terminou mais cedo para o piloto italiano devido a uma falha
mecânica. O GP do Mónaco não correu nada bem para Trulli,
conseguindo apenas o 15º lugar depois de arrancar do 14º lugar, a
sua pior qualificação da época. Antes de conquistar o 6º lugar no
GP dos EUA e a soma de mais pontos, Trulli abandonou mais uma
corrida, desta vez no GP do Canadá. Depois de uma série de corridas
sem marcar qualquer ponto, Trulli conclui que a sua época foi
"incrível".
Com a confiança em alta para a época de
2008, a Toyota estava pronta para cumprir muitas promessas, mas
essa época não trouxe nada de novo da parte de Trulli: alguns
pontos altos, mas, em conclusão, apenas uma série de maus
resultados. No GP da França, Trulli conseguiu subir ao pódio, mas
nada comparável à vitória que a Toyota desejava conseguir.
Tirando partido dos novos regulamentos de
2009, Trulli e a Toyota aspiravam a conseguir o que tanto desejavam
nessa época. Esse desejo esteve pronto a ser realizado no Bahrain
depois da conquista da "pole position" por parte de Trulli, mas
mostrando que é bom aos Sábados mas mau aos Domingos, o piloto
italiano apenas conseguiu garantir a 3ª posição. Perdendo essa
oportunidade perfeita, Trulli conseguiu posteriormente conquistar
mais pontos, mas nunca pódios. Apesar de se registarem melhores
performances em algumas corridas, o desaproveitamento dessa
oportunidade assombrou o resto da época para a Toyota.
O final dessa época foi marcado pela
decisão da Toyota em abandonar a F1 imediatamente, deixando assim
Trulli sem equipa para 2010. No entanto, a equipa novata Lotus F1
Racing chegou à F1 e decidiu contratar a experiência do piloto
italiano. O desafio seria grande dentro de uma equipa nova, mesmo
para alguém com a experiência de Trulli, daí que apenas tenha
completado três das oito primeiras corridas da época. Apesar da
evolução da equipa ao longo da época e de mostrar competitividade,
Trulli nunca conseguiu equiparar-se ao seu colega Heikki Kovalainen
em grande parte devido a quatro posteriores abandonos. A sua melhor
prestação deu-se no GP do Japão, no qual terminou em 13º lugar -
uma posição atrás de Kovalainen. Apesar de a tabela de pontos ter
ficado a zero, Trulli e Kovalainen ajudaram a equipa a conquistar a
10ª posição no Campeonato de Construtores, sendo a equipa novata
mais bem posicionada do ano.
Trulli continua na Lotus no ano 2011,
esperando ajudar a equipa a atingir patamares mais altos.