Visão Geral
É impossível recordar de algum piloto que
tenha causado tanta controvérsia como Jenson Button, assim que
Frank Williams anunciou que o piloto de 20 anos de idade se
juntaria a Ralf Schumacher na época de 2000, causando as maiores
das discussões entre a imprensa. Frome (como era conhecido na
altura) aprontou-se a silenciar todas as críticas depois de
efectuar uma série de performances impressionantes.
O maior momento de fraqueza demonstrada
revelou-se na qualificação do GP da Austrália, na qual apenas
conseguiu a 21ª posição. No entanto, toda a restante época ocorreu
sem sobressaltos e com notória evolução. Button conseguiu os
primeiros pontos no GP do Brasil e o novato conseguiu um
impressionante 8º lugar no Campeonato de Pilotos com um total de 12
pontos. Um dos pontos altos da sua época ocorreu na Bélgica, onde
Button conseguiu qualificar-se em 3º lugar, uma posição à frente de
Michael Schumacher. Mas foi notada a sua inexperiência mais à
frente nessa corrida, na qual uma manobra demasiado ambiciosa foi
mal calculada, levando à sua descida na classificação e ao abandono
de Jarno Trulli.
Apesar da sua forte performance, Button
foi desvalorizado face à estrela Juan Pablo Montoya, sendo
emprestado à Benetton (que cedo se tornaria Renault) durante as
próximas duas épocas.
O ano de 2001 foi desastroso para a
equipa e também para Button, dada a melhor performance alcançada
por Giancarlo Fisichella. As críticas resultantes da situação
afirmavam que Button estava mais interessado nas regalias de um
piloto de F1 do que propriamente no seu trabalho, diminuindo assim
a sua concentração. Todas as especulações resultaram do facto de o
responsável pela marina do Mónaco ter colocado o iate de Button
numa melhor posição do que a do chefe de equipa Flavio Briatore,
deixando Flavio bastante aborrecido.
Um período de maior estabilidade foi
conseguido em 2002 graças aos dois managers de Button, Steve e
David Robertson (o que lhe forneceu o contrato da Williams).
Durante esta época, Button manteve um ritmo mais alto e ganhou mais
pontos do que o seu colega de equipa Jarno Trulli. Exactamente no
GP da Malásia, Button estava pronto a conseguir subir ao pódio pela
primeira vez na sua carreira, mas uma falha na suspensão a duas
voltas do fim levou à conquista de um doloroso 4º lugar.
No final de 2002, Jenson assinou contrato
com a BAR Honda, formando dupla com Jacques Villeneuve. Apesar de
difícil, Button equiparou-se a Villeneuve, embora a primeira subida
ao pódio foi adiada por mais um ano.
Devido a esses factores, as críticas
choveram de novo contra Button em 2003. Entre elas, o próprio
colega de equipa Villeneuve referiu que Button era apenas um
"membro de uma boyband".
A época de 2004 serviu exactamente para
calar todas as críticas e especulações. Com o seu estilo suave,
Button quebrou a sua maldição da subida ao pódio logo na segunda
corrida. Conquistando a "pole" em Imola, Button melhorou a sua
posição no Campeonato ao acabar na 2ª posição. A conquista dessa
posição repetiu-se no Mónaco, conseguindo subir ao pódio 10 vezes
durante toda a época.
Durante a época de 2005, Button nunca
saiu da atenção dos media, não só devido às suas boas prestações em
pista mas também devido a um dos episódios mais fraudulentos da F1.
Em Agosto, Button afirmou que tinha assinado um contrato para
pilotar pela Williams, chocando a direcção da BAR Honda, cuja
equipa o mantinha em contrato válido. A novela durou durante meses
até que na semana anterior ao GP do Brasil o Conselho de
Averiguação de Contratos julgou a favor da BAR Honda e a
permanência de Button na equipa.
Era visível o desejo de Button em se
juntar à Williams, dada que a sua época começou com nove corridas
consecutivas sem marcar qualquer ponto, três das quais graças a
imposições da FIA relativamente à BAR Honda. No entanto, a equipa
subiu na classificação após a conquista de pontos por parte de
Button em todas as restantes 10 corridas.
A determinação da equipa mostrou e
convenceu Button de que a Honda e não a Williams era a equipa certa
para lhe garantir a conquista do título de Campeão. Antes da época
de 2006 se iniciar, Button retirou o seu acordo com a Williams e
assinou contrato com a BAR Honda sem recorrer aos tribunais.
Em 2006, a BAR Honda presenciou a
imposição de Button como piloto nº1 da equipa relativamente ao novo
colega de equipa, Rubens Barrichello. Este facto pôde-se observar
quando Button e Barrichello garantiram à Honda a primeira vitória
da sua história no GP da Hungria. Apesar das discussões
relativamente à vitória de Button, conseguida apenas devido aos
azares de Alonso e Schumacher, foi declarado que uma vitória é
sempre uma vitória, embora a condução de Button tenha sido feita em
circunstâncias extremamente difíceis, existindo crédito inerente à
performance do piloto britânico. Os 10 pontos conquistados por
Button nessa vitória ajudaram à sua conquista do 6º lugar no
Campeonato.
Apesar dos altos patamares estabelecidos para a época de 2007,
os pés rapidamente assentaram no solo assim que Button apenas se
qualificou na 14ª posição no GP da Austrália e, devido a problemas
de subviragem e a uma penalização por atingir demasiada velocidade
na saída das boxes, Button apenas conseguiu o 15º lugar. A
prestação de toda a época foi tão desapontante como o próprio carro
aerodinamicamente pobre, de difícil condução e muito lento.
A esperança de contratação de Ross Brawn como chefe técnico para
a Honda seria a solução para os problemas na próxima época, mas a
falha do acordo eliminou essa esperança. Apenas a pontuação numa
corrida num total de 18 foi o máximo que Button conseguiu com o
Honda, deixando-o na 18ª posição no final do Campeonato. Todos os
projectos a ter em conta no futuro foram por água abaixo assim que
a Honda anunciou no final da época que iria vender a sua equipa.
Depois de diversas especulações, foi anunciado no dia 6 de Março a
compra da Honda por parte de Ross Brawn, formando assim a equipa
Brawn GP.
Com apenas duas semanas de testes disponíveis antes do início da
época, Button e Brawn foram cautelosos nas suas aspirações. Logo na
abertura da época, no GP da Austrália, Button conseguiu a "pole
position", provando o verdadeiro ritmo do BGP0001 e alegrando Brawn
após a conquista da primeira vitória da época. Seguindo a série de
boas prestações, Button venceu cinco das próximas seis corridas,
fornecendo-lhe uma clara vantagem na classificação do Campeonato,
tendo apenas ao seu alcance o colega de equipa, Rubens Barrichello.
A sua vitória no Mónaco permitiu a sua entrada no livro de recordes
depois de vencer 5 Grandes Prémios num total de 6, assemelhando-se
a Schumacher e Fangio. Os novos regulamentos tidos em conta desde o
início da época dificultaram as corridas seguintes para Button,
conseguindo apenas duas subidas ao pódio nas dez últimas corridas
da época, levando a muitas críticas e rumores de que Button não
teria a capacidade mental para aguentar a pressão. No entanto, no
mítico GP do Brasil, Button correu desde a 14ª posição até à 4ª
posição, conseguindo assim pontos suficientes para assegurar a
conquista do título de Campeão do Mundo sem qualquer pressão.
Numa acção inesperada, Button decidiu afastar-se da Brawn GP e
assinar pela McLaren para a época de 2010, correndo ao lado de
Lewis Hamilton. Referir que a época de 2010 foi boa para o piloto
britânico significa dar muito uso à ironia. Embora as prestações
não tenham sido más, não foram nada dignas de um Campeão do Mundo
dentro de um McLaren. Button lutou nas qualificações, mas falhou
sempre nas corridas e permaneceu sempre atrás de Hamilton. Ainda
assim, continuou na luta pela renovação do título até à penúltima
corrida no Brasil. Mas a época de 2010 não estava destinada à sua
sorte.
Com um ano de experiência na McLaren e a oportunidade de fazer
mais e melhor em 2011, os sonhos voam alto nesta época para
Button.