Visão Geral
A carreira de Mark Webber começou bem
cedo no karting junior nacional aos 15 anos, vencendo em 1992 o
Campeonato de karting New South Wales State. Em 1994, Webber
continuava a ganhar fama ao participar na Formula Ford com
incríveis prestações. No ano de 1996, Webber venceu o Festival
Formula Ford e terminou o Campeonato Britânico Formula Ford em 2º
lugar. Os seus feitos foram comentados um pouco por todo o lado,
sendo considerado em 1996 como o "Jovem Conquistador" na Austrália
e o "Conquistador Internacional".
Ao lado da equipa Alan Docking Racing,
Webber entrou para a F3 no ano seguinte, no qual conseguiu subir
cinco vezes ao pódio e uma vitória em Brands Hatch. No ano
seguinte, Webber juntou-se à Mercedes como condutor júnior oficial.
O piloto fez parte da corrida da 24 Horas Le Mans em 1999 com a
Mercedes, mas a época com a AMG foi reduzida depois de a empresa
cancelar o seu programa de desportos motorizados. Webber e Peter
Dumbreck capotaram os seus carros com grande aparato em Le Mans,
escapando ambos ilesos. Ainda no mesmo ano, Webber efectou o seu
primeiro teste na F1 ao participar durante dois dias em Barcelona
com a equipa Arrows.
Um atribulado ano 2000 mostrou Webber
acabar em 3º lugar no Campeonato F3000 pela equipa Eurobet Arrows,
ao mesmo tempo que era o responsável pelos testes oficiais da
equipa na F1. Webber completou um teste de três dias com a Benetton
e a equipa decidiu rapidamente contratá-lo para testar os carros em
2011. Nesse mesmo ano, Webber lutou contra Justin Wilson pelo
título na F3000, mas apenas conseguiu o segundo lugar no
Campeonato.
Webber assinou um contrato como piloto
oficial em 2002 pela Minardi, alegrando muitos australianos dada a
qualidade deste piloto desde a passagem de Alan Jones pela F1.
Durante o GP da Austrália, Rubens
Barrichello e Ralf Schumacher dizimaram grande parte dos corredores
da frente logo na primeira curva da pista de Melbourne,
possibilitando a Webber cruzar a meta em 5º lugar. Esse 5º lugar
garantiu os únicos pontos conquistados durante a época para a
Minardi, sendo um resultado mais positivo do que em muitas outras
equipas.
Na época seguinte e com a troca da
Minardi pela Jaguar, Webber pôde demonstrar a sua verdadeira
velocidade, prontamente deixando o seu colega de equipa Antonio
Pizzonia em segundo plano. Os pontos conquistados nessa época foram
poucos, mas ainda assim Webber foi considerado um piloto de alta
qualidade.
Webber permaneceu na Jaguar em 2004, mas
a meio da época e pela activação de uma cláusula no contrato de
Webber referente à sua performance no Campeonato, poucos sabiam que
Webber abandonaria a Jaguar no final do ano. A única questão
pendente era qual a equipa que integraria, se a Williams ou a
Renault. A primeira opção acabou por ser viabilizada, apesar da
maior quantidade de dinheiro oferecida pela Toyota.
Após três épocas deixando boas impressões
no fundo da linha de corrida em todos os Grandes Prémios, mas sem
acontecimentos de maior a serem denotados, Webber estava
determinado a causar impacto imediato com a sua nova equipa. No
entanto, as vitórias fugiram em 2005 devido a diversos problemas
fora da pista, entre os quais o facto de o patrocinador HP, o sócio
de motores BMW e o piloto Jenson Button não constituírem a equipa
em 2006. Dentro da pista, Webber apenas conseguiu subir ao pódio
uma vez durante todo o Campeonato, arrecadando mais pontos para a
equipa do que Nick Heidfeld, apesar de o piloto alemão ter sofrido
uma lesão que o afastou por 5 corridas. No final de contas, Webber
acabou o ano de 2006 em 10º lugar com 36 pontos.
Se a época de 2005 foi menos boa, a de
2006 foi a pior da década para a Williams. Apesar dos esforços dos
pilotos e da equipa em manter o ritmo, Webber apenas conseguiu 7
pontos durante todo ano. Os pobres resultados levaram à separação
de Webber e da Williams, fazendo-o chegar às mãos da Red Bull
Racing, tendo como colega de equipa David Couldthard.
No início de 2007, em Melbourne, Webber
conseguiu conquistar o 13º lugar no final da corrida após se ter
qualificado num fantástico 7º lugar. Infelizmente, o resultado
final não pôde ser melhor devido a uma avaria no andamento do carro
e a uma aba de combustível presa. A época de Webber resumiu-se a
uma série de tristes avarias, levando-o a sete abandonos. Apesar
das suas excelentes qualificações, os abandonos atrasavam o seu
avanço e também o da Red Bull, obtendo até então apenas 3 pontos.
Foi no GP da Europa que Webber subiu ao pódio pela segunda vez,
após o abandono de Kimi Raikkonen e a um tempo molhado, quase
perdendo a excelente posição para um Alex Wurz persistente. Para
além desse episódio, Webber podia ter vencido o GP do Japão se não
fosse o embate do novato Sebastian Vettel da Toro Rosso contra ele.
Webber encontrava-se em 2º lugar e colado à traseira de Lewis
Hamilton em condições de pista húmidas, até que Vettel chocou
contra a sua traseira em modo Safety Car, levando ao abandono de
ambos os pilotos. Para não fugir à regra, a última corrida no
Brasil ficou marcada pelo seu abandono após outra falha mecânica
ocorrer quando ele se encontrava na 4ª posição.
O contrato foi renovado para 2008,
contudo os resultados não melhoraram. Apesar de Webber ter somado
pontos em cinco corridas consecutivas logo no início da época, a
Red Bull viu-se ultrapassada pela equipa novata da Toro Rosso que
conseguiu vencer em Itália.
Os desapontamentos entre Red Bull e
Webber não impediram que tentassem mais e melhor para a nova época
2009. Um começo em grande foi impedido devido à fractura da perna
de Webber em Novembro, deixando-o cauteloso quanto ao início na
nova época. A fractura parece que lhe tinha dado forças, pois
reclamou logo para isso o 3º lugar no GP da China. Deu-se assim o
início de uma luta entre os dois pilotos da Red Bull, onde Webber
conseguiu pontuar em seis corridas consecutivas, entre as quais 4
delas Webber subiu ao pódio e uma delas foi a primeira vitória de
sempre na F1 na carreria de Webber, alcançada no GP da Alemanha.
Infelizmente, a luta pelo título não foi possível devido ao facto
de ter acabado 5 corridas sem marcar qualquer ponto. No entanto,
Webber mostrou finalmente tudo aquilo que é capaz e que é um
lutador, pois ainda afirmou em 2009 a vitória no GP do Brasil e a
conquista do pódio em Abu Dhabi. Webber terminou o Campeonato na 4ª
posição, um excelente prémio tendo em conta as suas anteriores
prestações.
Webber mostrou o seu valor, merecendo
renovar contrato com a Red Bull na época seguinte. Em 2010, a
Red Bull revelou-se como a força dominante da F1, com Webber
e Vettel a conquistar "pole" atrás de "pole" e subindo ao pódio em
praticamente todas as corridas. No entanto, o aparente favoritismo
de Vettel dentro da equipa levou à consideração do próprio Webber
como sendo o "piloto nº2", facto observável em episódios como
aquando da vitória de Webber no GP da Grã-Bretanha após ter sido
retirada a asa frontal do seu carro para inserir no carro de
Vettel. A tensão à volta dos dois pilotos culminou na última
corrida da época, em que Webber liderava o Campeonato. A equipa
permitiu que ambos os pilotos corressem, oferecendo a Webber uma
estratégia de paragens fraca, perdendo lugares em Abu Dhabi. As
ultrapassagens não eram fáceis e tudo o que Mark Webber pôde fazer
foi vislumbrar a traseira de Alonso na corrida e ver Vettel a
tornar-se o Campeão de F1 mais jovem de sempre.
Webber continua mais uma época na Red
Bull, constituindo a mesma equipa que o ano passado e aspirando
para a conquista do título, sabendo bem que terá de mostrar melhor
ritmo que Vettel para assim ser Campeão.