Visão Geral
A partir da sua entrada na F1 por meio da
Jordan em 1991, Michael Schumacher evoluiu rapidamente dentro do
desporto e conseguiu o seu primeiro título de Campeão em 1994. No
entanto, na F1 não há sucesso sem controvérsia, havendo acusações
nesse mesmo ano de mau far-play por parte do piloto alemão após o
seu envolvimento em diversos incidentes, entre eles o embate contra
Damon Hill no GP da Austrália, onde Schumacher venceu o seu
primeiro título.
Na época seguinte, Schumacher conseguiu
pela Benetton sagrar-se Campeão do Mundo pela segunda vez
consecutiva, derivando daí centelhas de brilhantismo único, como na
sua vitória no GP da Bélgica, onde Schumacher saiu da grelha na 16ª
posição.
A época de 1999 pareceu ser o regresso à
arrecadação de títulos do piloto alemão, mas um acidente na
primeira volta no GP da Grã-Bretanha teve como consequência a
fractura de uma perna de Schumacher. Não marcando presença em 6
corridas, Schumacher voltou em força no GP da Malásia, onde mostrou
grande domínio durante todo o fim-de-semana.
No ano seguinte, finalmente Schumacher
conseguiu o objectivo final com a Ferrari. Schumacher fechou as
contas ao Campeonato durante o GP do Japão, oferecendo à Ferrari o
seu primeiro título de Campeão em 21 anos. Na Malásia, Schumacher
assegurou a vitória da Ferrari no Campeonato de Construtores.
Com o Ferrari F2001 na época seguinte e
com o Ferrari F2002 em 2002, Schumacher facilmente marcou o seu
nome no livro de recordes (provavelmente um recorde imbatível) ao
vencer o seu 4º título em 2001 e repetindo mais uma vez esse feito
em 2002. Apesar de todo o sucesso, a época de 2002 foi recheada de
controvérsia: no GP da Áustria, a 6ª corrida do ano, o chefe de
equipa da Ferrari Jean Todt pediu a Rubens Barrichello para
oferecer a vitória a Schumacher enquanto estivessem no pódio. Não
esperavam ser vaiados pelo público austríaco enquanto os pilotos
subiam ao pódio, de tal forma que o embaraço de Schumacher levou-o
a colocar Barrichello no ponto mais alto do pódio e devolver-lhe o
troféu de vencedor. As contestações continuaram nas próximas
corridas do Mónaco e do Canadá. Ainda nesse ano, no GP dos EUA,
outra vitória segura de Schumacher estava a chegar, quando ele
desacelerou um pouco o carro, esperando por Barrichello e assim
poderem chegar colados à meta mas, por surpresa de todos,
Barrichello acabou por cruzar a linha da meta em 1º lugar.
A época de 2003 ficou marcada por grandes
alterações impostas pela FIA para desacelerarem Schumacher e elevar
a competitividade entre todos. Schumacher tinha como principais
rivais nesta época Juan Pablo Montoya e Kimi Raikkonen, havendo
ainda possibilidade de qualquer um dos três ser Campeão do Mundo na
penúltima corrida. No entanto, uma penalização aplicada a Montoya
no GP dos USA acabou com as suas esperanças de chegar ao título,
deixando tudo nas mãos de Raikkonen na última corrida do ano, na
qual o piloto da McLaren teria de vencer e Schumacher não poderia
marcar quaisquer pontos. No entanto, Barrichello venceu a corrida,
ajudando assim Schumacher a vencer o seu sexto título de Campeão
por uma pequena margem de 2 pontos na classificação final, dado que
acabou o último GP em 8º lugar. Apesar da sua vitória, foi provado
que podia ser possível destronar o Rei na época seguinte.
Apesar desse pedaço de esperança, os seus rivais rapidamente
ficaram duvidosos depois de Schumacher vencer os cincos primeiros
Grandes Prémios. Na corrida para a sua 6ª vitória, Schumacher não
teve o cuidado necessário com Montoya e embateu nas paredes do
túnel do GP do Mónaco. No entanto, as vitórias continuaram a rolar
no GP da Europa e o caminho para o seu 7º título de Campeão do
Mundo continuou aberto. A corrida em que garantiu esse feito foi no
GP da Bélgica, onde conseguiu o 2º lugar atrás de Kimi Raikkonen e
os pontos necessários para se sagrar Campeão do Mundo. As restantes
corridas dessa época não foram dignas de um Campeão, conseguindo
apenas uma vitória em quatro Grandes Prémios e obtendo a sua pior
posição numa qualificação em toda a sua carreira, 19ª posição no GP
da China.
Desta vez a mudança de regulamentos da FIA, desta vez
relativamente aos pneus, conseguiram afectar o desempenho de
Schumacher em grande escala, permitindo-lhe apenas conseguir uma
vitória no GP dos EUA, após todos os carros com pneus Michelin
terem sido retirados da corrida por questões de segurança. Somando
apenas 5 subidas ao pódio, Schumacher nada pôde fazer para evitar
que Fernando Alonso quebrasse o seu reinado de 5 anos consecutivos,
terminando o Campeonato em 3º lugar.
Chegada a época de 2006, o piloto alemão mostrou a sua força a
meio do Campeonato e a possibilidade de poder chegar ao título
nesse ano. No entanto, um choque na última corrida deixou-o bem
atrás na classificação. Retomando a marcha, esse GP do Brasil ficou
marcado como uma das melhores corridas de sempre de Schumacher,
deixando fãs e não-fãs rendidos ao seu brilhantismo. No entanto,
Alonso foi coroado Campeão novamente no mesmo Grande Prémio em que
Schumacher se despediu da F1 em grande estilo, recordando 16 anos
de carreira no desporto, com 7 títulos, 91 vitórias e 68 "pole
positions" na sua bagagem, marcados ainda hoje como recordes que
muitos duvidam ser impossível bater.
No entanto, a sua anunciada reforma foi tão curta como umas
simples férias de 3 anos. Schumacher confirmou em Dezembro de
2009 que voltaria para a competição que tanto amava, mas não pela
Ferrari e sim pela Mercedes GP. Schumacher afirmou que seria uma
questão de tempo até conseguir voltar à sua forma máxima, algo que
em 2010 não se passou.
Para além da dificuldade de Schumacher em se adaptar à
distribuição do peso do carro e aos pneus Bridgestone, o piloto
alemão envolveu-se em vários problemas com os júris da corrida,
sendo os mais notórios os do GP do Mónaco e da Hungria. No Mónaco,
Schumacher bateu Alonso a breves momentos depois de ser anunciada a
entrada do Safety Car. Ao contrário das crenças de todos, o júri da
corrida decidiu penalizar Schumacher por incumprimento das regras.
No GP da Hungria, Barrichello, na Williams, tentou ultrapassar
Schumacher, obrigando este a "fechar-lhe a porta", mesmo junto ao
muro da pista. Barrichello viu-se obrigado a recuar para evitar o
acidente. Enquanto os fãs afirmavam que Barrichello deveria tentar
ultrapassar pelo lado oposto do movimento de Schumacher, os
júris afirmaram apenas perigo de acidente provocado por Schumacher
e decidiram penalizá-lo.
Schumacher não conseguiu encontrar a sua forma de outrora, dado
que não subiu ao pódio sequer uma vez, terminando o Campeonato em
9º lugar, atrás do seu colega de equipa Nico Rosberg.
Schumacher insiste em 2011 com a Mercedes GP num regresso que
espera ser triunfante, assim como todos os seus fãs.