Visão Geral
Nico Rosberg, filho do Campeão do Mundo de 1982 Keke, começou a
sua vida nos desportos motorizados nos karts, vencendo o Campeonato
Regional de mini-kart Côte d'Azur em 1996 antes de competir nos
Campeonatos de França e EUA em 1997 e 1998, respectivamente. Em
1999, Rosberg participa no Campeonato Junior European Karting,
terminando em 4º lugar. Em 2000, competiu no Campeonato Formula A
European Karting, onde conseguiu o 2º lugar e no ano seguinte
competiu no Campeonato Super A World Karting, conquistando o título
de Campeão.
Continuando a sua carreira de sucesso, Rosberg correu em 2002 na
Formula BMW ADAC e venceu o título. Nos dois anos seguintes,
Rosberg transferiu-se para a F3 Euro Series, onde conseguiu no
final das temporadas vencer um total de quatro corridas.
Finalmente, em 2005, Rosberg entrou no mundo da F1 pela
Williams, que o contratou como piloto de testes. Ao mesmo tempo, o
piloto alemão competia na GP2, competição que acabou por vencer e
assim, em 2006, integrou oficialmente a equipa da Williams como
segundo piloto. No entanto, Nico não teve uma época fácil, em
grande parte devido aos problemas que o carro apresentava em pista.
Apesar de no seu primeiro Grande Prémio da carreira ter pontuado e
estabelecido a volta mais rápida, o resto da época foi uma luta
constante para estabilizar o desempenho. Já com motor Cosworth,
Rosberg pontuou apenas mais uma vez até ao final da época.
Em 2007, Rosberg viu-se com muito pouca sorte ao ver que Wurz
conseguia grande parte dos pontos da equipa quando ele mesmo tinha
maior ritmo em pista. Mas no final de contas, o desempenho acabou
por valer mais assim que Rosberg terminou a época com mais pontos,
graças a resultados como o 4º lugar conquistado no último Grande
Prémio, no Brasil.
Nico Rosberg passou a ser a jóia na equipa da Williams,
garantindo a sua presença em 2008 como uma espécie de arma secreta
para conseguir levar a equipa mais longe. A par com Kazuki
Nakajima, Rosberg não conseguiu obter todos os resultados que
desejava, sendo o melhor que conseguiu em toda a época duas subidas
ao pódio no GP da Austrália e da Singapura. No final, o 13º lugar
de Rosberg com um total de 17 pontos levaram-no a anunciar que se a
Williams não lhe fornecesse as condições necessárias para ele poder
fazer melhor, que procuraria outra equipa.
Acabou por ser a acção que tomou, após uma época com pouca
competitividade, em que Rosberg não conseguiu qualquer subida ao
pódio, terminando em 7º lugar no Campeonato.
O piloto alemão transferiu-se então para a Mercedes GP, ex-Brawn
GP e vencedora do Campeonato do Mundo de Pilotos em 2009 por Jenson
Button. Para melhorar as expectativas, o antigo hepta-campeão do
Mundo Michael Schumacher foi confirmado como parte da dupla de
pilotos. Como a pressão da imprensa e da própria equipa
acumulava-se sempre nos ombros do colega, Rosberg aproveitou sempre
para se concentrar nos seus desempenhos, conseguindo os melhores
resultados da equipa durante a época. Apesar de não ter conquistado
qualquer vitória e das forças da equipa se focarem mais no balanço
do peso no W01, Rosberg conseguiu três subidas ao pódio e quase o
dobro dos pontos do respeitável colega Schumacher.
Em 2011, Rosberg continua a desejar o mesmo que nos seus
inícios: a sua primeira vitória num GP e o título de Campeão nas
mãos. Veremos, com a promessa de um carro melhorado para as
capacidades de Schumacher, se Rosberg conseguirá mais e melhor este
ano.