Visão Geral
Nascido em Vyborg na Rússia, Vitaly Petrov recebeu o "bichinho"
das corridas quando conduziu um Lada Zhiguli com o seu pai,
personagem que o suportaria financeiramente durante toda a sua
carreira. No entanto, Petrov não começou a sua carreira nos karts
pois não existia tradição de karting na Rússia, sendo obrigado a
tomar outras vias. Depois de fazer touring na Rússia, Petrov
começou a fazer carreira na Europa através da Formula Renault e
Formula 3000.
A partir daí, Petrov participou na GP2, impressionando o mundo
da F1 ao conseguir seis vitórias em Grandes Premios e a conquista
do 2º lugar do Campeonato atrás de Nico Hulkenberg. O seu talento
permitiu a sua contratação pela Renault em 2010, trazendo também
benefícios financeiros à equipa francesa, tais como os 13 milhões
de libras que a presença de Petrov representava. No entanto, Petrov
sempre achou difícil mostrar que o seu talento valia tanto como os
patrocínios que poderia oferecer a qualquer equipa.
O seu início de época não foi fácil, sofrendo três abandonos nas
primeiras três corridas. Os seus primeiros pontos, contudo, viriam
na corrida seguinte no GP da China, onde conseguiu o 7º lugar. No
entanto, as prestações de Petrov foram piorando enquanto o seu
colega de equipa Robert Kubica trabalhava para alcançar os pódios.
Sob a ameaça de o seu contrato não ser renovado para o próximo ano,
Petrov esmerou-se e conseguiu o 5º lugar no GP da Hungria após a
partida da 7ª posição da grelha, melhores resultados do que os
obtidos por Kubica pela primeira vez na época. Mas tudo foi sol de
pouca dura depois do seu 9º lugar no GP da Bélgica, nunca pontuando
nas cinco corridas subsequentes.
Toda a gente esperava ver o piloto russo fora da Renault em
2011, mas o melhor resultado do ano de Petrov viria em Abu Dhabi,
onde o seu 6º lugar dificultou o trabalho de Fernando Alonso
durante a corrida, impedindo-o de conseguir o tão desejado título.
As boas habilidades defensivas demonstradas valeram o 13º lugar no
Campeonato a Petrov, finalizando com 27 pontos.
Os patrões da Renault acabaram por decidir manter o piloto russo
por mais dois anos, embora a pressão sobre Petrov seja maior na
época de 2011, pois ele representa a liderança da equipa depois da
saída acidentada de Kubica das pistas e da sua substituição por
Nick Heidfeld.