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terça-feira, 07 de Setembro de 2010 | 14:49 9
29-07-2010
Hungria já foi palco de manobra polémica de Alonso
Após a polémica troca de posições entre Felipe Massa e Fernando Alonso em Hockenheim, a F1 chega a outro palco de um lance controverso do espanhol.
Na qualificação do GP da Hungria de 2007, Alonso, então na McLaren, ficou mais tempo parado na boxe do que o necessário para atrasar Lewis Hamilton, seu companheiro de equipa e rival na disputa do título daquele ano, e deixar o inglês sem tempo para regressar à pista e fazer a sua última volta rápida.

Alonso marcou a pole position, mas perdeu o posto ao ser punido em cinco posições na grelha de largada pela manobra. Com isso, o próprio Hamilton herdou a primeira posição e venceu a prova com o espanhol terminando apenas em quarto. A McLaren ainda perdeu os pontos conquistados na prova no campeonato de construtores.
por UOL
Paulo Daniel Gomes (Gilles Villeneuve) 30.07.2010 | 04h28
Acho que o problema é mesmo esse Paulo Jorge Pereira. Senna arrastava multidões, movia ódios e paixões. Mas chamava público para a F1. E esse é o problema fundamental. Esta nova geração de pilotos, a começar em Schumacher (de quem eu sou fã, devo reconhecer) não chama ninguém para este desporto. E estas atitudes como a do GP da Alemanha só fazem as pessoas se afastar da F1. Claro que há e sempre há-de haver ordens de equipa. Mas os interesses das equipas não se podem sobrepor aos interesses intrínsecos do que é o desporto automóvel. Toda a gente se está positivamente a lixar se as teorias retorcidas das equipas para ganhar fazem ou não sentido. Querem é ver o eterno duelo homem – máquina, e quem é o homem mais rápido ao longo de um campeonato do mundo. Dou um exemplo: se a FIA não tivesse intervido no campeonato mundial de ralis, aquilo de verdade desportiva não tinha nada. Como o Daniel Freire tem escrito em vários posts aqui no Portal, houve já muitas situações de jogo de equipa que ninguém criticou, mesmo nas equipas adversárias. Se o Benfica já for campeão no último jogo do campeonato, ninguém vai levar a mal que a equipa jogue para o Cardozo se este estiver a um ou dois golos de se sagrar bota de ouro! Agora a meio do campeonato…

Resumindo o sermão: ganhar sem olhar a meios pode ter um custo gravíssimo: tornar a F1 um desporto elitista de só um punhado de freaks como nós que sabemos as regras todas, os nomes dos pilotos todos, as políticas das equipas, etc. Na altura de Senna, Prost, Mansell, Piquet e companhia não era assim. E acho que a razão prende-se com o que enunciei acima.